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quarta-feira, 13 de maio de 2015

HÁ MUITOS MODOS DE SER UM GUERREIRO

How-ta-shai conta sua história
Por Suzanne Lie PhD
Em 1º de maio de 2015




ESTADOS UNIDOS, SÉCULO XIX

Esse menino nasceu para ser um guerreiro.
Assim que pôde andar, ele se lembrou de querer montar um cavalo.
Se sua mãe não o vigiasse, ele correria para onde os cavalos estavam presos e tentava andar entre eles.
Bastante notável: ele nunca se machucou.
Muitas vezes ele escapava dos olhos dos adultos que estavam cuidando dele e corria para os cavalos.
Assim que os adultos perceberam que ele não se machucaria, eles permitiram que ele fizesse isso.
Talvez ele pensasse que era um cavalo ao invés de um com “duas pernas”.
Ou talvez ele apenas apreciasse a força dos cavalos.

Como todos suspeitavam, ele se tornou um excelente cavaleiro e todos sabiam que ele seria um guerreiro valente até que a coisa mais inesperada aconteceu.
Ele caiu de seu cavalo.
Na verdade, ele tinha certeza de que uma força invisível o empurrara.
Ele tinha treze anos e era sua primeira caça a búfalos.
Ele estava se sentindo como um homem, mas não agia como um porque ele pensava que era melhor do que o cavalo: ele era o caçador.

Seu orgulho o pôs em apuros.
Ele não estava respeitando o cavalo ou o búfalo, e quando o cavalo virou rapidamente para a esquerda, ele foi para a direita.
Ele estava tão ligado no ato de ser um “homem” que se comportou como um garotinho e se esqueceu de sua primeira lição.
Ele e o cavalo eram um.
E então, em sua arrogância, ele caiu do cavalo bem no caminho de um búfalo furioso.

Pior ainda, ele caiu sobre seu ombro e seu braço direito ficou inoperante ao seu lado.
Ele agarrou sua lança com a mão esquerda e, tal como o Espírito o havia empurrado do cavalo, o Espírito guiou seu braço e ele atingiu o búfalo com sua lança.
O animal gigante não morreu com um golpe, mas cambaleou.
Isto deu ao menino tempo para se levantar e correr para seu cavalo que esperava por ele apesar do grande perigo.

Com o braço que estava bom, o garoto conseguiu subir no cavalo e foi para a segurança.
Os outros caçadores testemunharam essa cena e liberaram o búfalo da vida.
O jovem caçador tinha dado o primeiro golpe em um búfalo poderoso e ele era um herói.
Entretanto, ele se conscientizou quando seu braço ficou inoperante ao seu lado de que ele jamais seria um guerreiro.

Seu ombro curou muito mais depressa do que seu coração.
Ele recuperou a maioria do movimento de seu braço, mas ele não podia atirar uma lança ou usar um arco e flecha.
No final, ele aprendeu a usar seu braço o suficiente para caçar, mas ele não tinha a força para entrar numa batalha.
Então ele se preocupou.
Sua vida estava acabada.
Ele não era um guerreiro.
Ele mal era um homem!
Como ele poderia viver com essa deficiência?

Ele era inútil.
Sua vida acabara antes de ter a chance de começar.
Ele saía supostamente em viagens de caça, mas ele não tinha vontade de caçar.
Ele nem apreciava montar seu cavalo.
Ele tinha que partir de sua tribo.
Ele não tinha nada para oferecer e era egoísmo da parte dele ficar.
Ele não sabia para onde ir.
Ele somente sabia que tinha que partir.

Um dia, antes de amanhecer, ele reuniu umas poucas coisas e saiu da tenda antes dos outros acordarem.
Ele se dirigiu para o oeste, longe do sol nascente e longe de seus sonhos.
Ele não sabia para onde estava indo ou por quê.
Ele não se importava.
Por dias e dias ele caminhou.
Ele não havia trazido seu cavalo, pois um guerreiro precisava do animal e ele não tinha o direito de levá-lo consigo.

Após o sol nascer e se pôr muitas vezes, ele chegou a um território que era novo para ele.
No final do segundo ciclo da lua, ele estava perdido.
Claro, ele não estava perdido no sentido de que não poderia ir para casa; mas ele estava perdido no que tange a não fazer ideia de onde estava indo ou do que iria experimentar em seguida.
Ele não estava com medo.
Nada pior poderia acontecer a ele.
Talvez se ele perdesse seu passado, ele poderia encontrar um futuro.

À distância ele viu um penhasco alto e decidiu que subiria ao topo para procurar sua visão.
Ele enterrou suas provisões no sopé do penhasco, pois não precisaria de alimento ou conforto, e começou sua subida.
O caminho até o topo era muito íngreme, com pedras soltas e poucas coisas em que se segurar.

Após quase cair por várias vezes e desejando ter a força de um homem nos dois braços, ele finalmente chegou ao topo do despenhadeiro quando os últimos raios de sol estavam baixando no horizonte.
Ele encontrou um pequeno nicho em que sentar e se enrolar para esperar.
A noite foi ficando cada vez mais fria, mas ele mal notou.
Ele jurou que não se moveria até ter recebido sua visão.
Com cada hora, ele mergulhou mais e mais profundamente em si mesmo.
No amanhecer ele estava num transe profundo.

Gradualmente uma tempestade se formou ao seu redor.
Parecia o eco da tempestade dentro de sua alma.
O clima ficou cada vez mais frio e o vento ficou gelado.
Ele sabia que em breve nevaria.
Muitas luas haviam passado desde sua lesão.
As planícies e a dor de sua vida desperdiçada agora pareciam muito abaixo dele.
De seu poleiro no despenhadeiro, ele sentiu como ele participava da força crescente da Natureza, e cada vez menos participava de seu corpo físico.

Quando o vento o açoitava, ele podia sentir seu Espírito sendo transportado.
Ele desejava voar como o vento e troar como o trovão e estar livre de uma vez por toda das limitações de seu corpo lesado.
Sua raiva e sua decepção enchiam seu coração e mente e ele desejava deixar a prisão de barro de seu corpo.

Avô, ele gritou para o vento uivante, leve-me com você!

Ele se entregou à influência da tempestade da natureza e com um clarão de raio, ele foi retirado de seu corpo.
Ele olhou para baixo e viu uma pequena forma vazia agarrada ao lado de um despenhadeiro e vagamente pôde se lembrar de que era ele.
Ele se deixou levar pelo vento como um pássaro.
Seu Espírito não conhecia limites e a turbulência no ar somente aumentava seu entusiasmo.
Ele não sabia onde estava ou para onde ia.
Ele não se importa se iria voltar para aquela pequena casca.

Agora ele estava no Lar.
Ele era o vento e o céu que o mantinha.
Ele foi elevado mais e mais alto de onde ele estivera e de quem ele já fora.
Ele pareceu perder a consciência por um momento e quando despertou, ele se encontrou nas planícies.
Ele estava sozinho, exceto por um búfalo que era branco como a neve.

Eles estão chegando para nos matar! – disse o búfalo. Eles ganharão o poder sobre vocês por nos matar e não há nada que nós possamos fazer para impedi-los.

Com essas palavras o búfalo virou e foi embora.

O Espírito do Índio correu atrás dele com muitas perguntas.

Quem são “ELES”? Por que eles querem o poder sobre nós? Como eles podem matar vocês?

Mas o búfalo era somente um animal agora.
Não era mais branco e estava sozinho.
O homem se virou e viu muitos montes à distância.
Ele não conseguia decifrar, então foi para mais perto a fim de investigar.

Quando se aproximou, ele viu que os montes eram búfalos mortos – milhares deles, mortos pelo prado.
Alguns estavam sem o couro, mas a carne preciosa foi deixada para estragar ao sol.
Alguns estavam feridos e deixados para sofrer e ter uma morte lenta.
Alguns eram vitelos e alguns eram fêmeas prenhas.
Que atrocidade era essa?

Quem poderia fazer uma coisa dessa e por quê?
As palavras do búfalo branco ecoaram em sua cabeça: Eles ganharão o poder sobre vocês por nos matar.

Ele devia impedir essa carnificina.
Ele não podia permitir que isso acontecesse.
Ele devia retornar para sua tribo e avisar.
Ele não podia abandonar seu povo na hora da necessidade.
Com esse pensamento, de repente ele ficou ciente de si abaixo de seu Espírito, comprimido contra a lateral de um despenhadeiro.
Ele parecia tão morto como o búfalo na planície.

Seu rosto estava branco, seus lábios roxos e havia neve ao seu redor.
Ele precisava voltar ao seu corpo antes que fosse tarde demais.
Ele se esforçava para voltar, mas o próprio vento que lhe dera liberdade agora estava causando sua morte.
As correntes de ar estavam fortes e o afastavam de seu corpo.
Ele sabia que para voltar ao corpo ele teria que QUERER viver.
Ele tinha que lutar pelo direito de estar vivo – vivo com um propósito.
Ele devia voltar e ajudar seu povo.

Gradualmente ele pôde se sentir indo para seu corpo.
Ele se esticou como se pudesse se puxar de volta a ele.
Quando finalmente ele o tocou, o corpo estava gelado.
Era tarde demais.
Ele já estava morto.
Se ele entrasse agora em seu corpo, talvez ele fosse um fantasma, preso para sempre entre dois mundos, mas ele tinha que arriscar.
Ele tinha que acreditar que podia se recuperar até estar saudável.
E então, de repente, tudo ficou escuro e ele estava com frio, muito, muito frio!
Ele tentou se mexer, mas não conseguia.

Seus braços e pernas estavam congelados, e ele não podia sentir os dedos da mão ou dos pés.
Ele se enrolou todo tentando manter dentro de si qualquer aquecimento que pudesse.
Ele tinha que se aquecer.
Gradualmente ele descobriu que podia rastejar.
Na verdade, ele estava se arrastando com seus cotovelos.
Parecia haver uma reentrância logo à frente, talvez fosse uma caverna.

Após o que pareceu ser um longo tempo, ele chegou à entrada da caverna.
Ele rolou para ela, mas ela era em declive e ele rolou sem controle.
Rolou, rolou até que de repente parou em algo grande e peludo.
Era um urso.
Ele não se importou.
Era quente.
Ele caiu no calor dessa pele e desmaiou.

Ele não sabia por quanto tempo esteve inconsciente, mas quando acordou, ele estava quente, ou pelo menos não estava gelado.
E ele podia se movimentar.
Suas mãos e pernas obedeciam aos seus comandos, mas seus dedos das mãos e pés estavam queimando como se um milhão de abelhas o estivessem picando.
Esfregando as mãos, ele desejou sentar-se e orientar-se.
Gradualmente, conforme seus olhos se acostumaram à escuridão, ele descobriu que estava sozinho.
Mas no chão ao seu lado estava uma pilha de raízes.
Elas estavam praticamente congeladas, mas eram comestíveis.

Por que havia essa pilha de raízes na caverna?
Ele sabia que não as tinha levado para lá.
Ele ainda não estava certo de onde estava ou como havia chegado ali.
Então ele se lembrou de sua visão e seu esforço para voltar ao seu corpo congelado, sua queda na caverna e o urso.
Ele nunca ouvira falar de um urso que levava comida para a sua caverna.
Mas era comida e ele estava faminto.
Ele começou a comer as raízes e assim que começou, não houve nenhum outro pensamento até que comeu todas elas.
Quando terminou de comer, sentiu sede e se arrastou para a entrada da caverna, surpreso com como fraco ele ainda estava, e comeu um pouco de neve.

Onde estava o urso?
Ele achou outra caverna ou ele estava em sua última busca por comida antes da hibernação?
Se fosse esse o caso, ele precisava partir antes do urso voltar.
Mas, com a ideia de deixar o abrigo da caverna, ele percebeu que ainda estava fraco demais.
Se fosse para o urso matá-lo, já o teria feito.
Além disso, com certeza ele não conseguiria sobreviver lá fora.
Ele se arrastou de volta para a parte mais profunda da caverna e caiu no sono.

Várias vezes ele chegou à beira do estado desperto e se lembrou de um enorme monte peludo encostado em sua forma adormecida.
Ele se sentia seguro, quente e voltava para as profundezas do sono.
Quando ele acordava completamente, normalmente encontrava mais raízes, que ele comia com grande apetite.
Às vezes o urso estava lá, às vezes não.
Finalmente, após um período de tempo indeterminado, o homem foi capaz de permanecer desperto tempo suficiente para refletir sobre sua situação.

Desta vez, quando ele acordou, ele encontrou o urso dormindo profundamente na profundeza mais distante da caverna.
Era quase como se o urso soubesse que o jovem homem estava bem agora e então ele entrou em seu sono de inverno.
O homem percebeu que o urso tinha lhe trazido as raízes, o manteve aquecido e que, de fato, salvara sua vida.
Este era um presságio poderoso sobre o propósito de sua vida.
A natureza o salvara e ele precisava pagá-la por isso.
A ele foi concedida a Medicina do Urso e ele aprenderia a utilizá-la.
Por dois invernos ele viveu naquela caverna com o urso.
Como ele sobreviveu ao primeiro inverno ele tão tinha certeza.
Quando ele recuperou força suficiente, ele se arrastou até o pé do penhasco e desenterrou seus suprimentos por debaixo de um monte de neve.
Ele dormia muito e se aconchegava com o calor do urso.
De alguma forma ele sobreviveu com os suprimentos que ele recuperara e com alguns animais pequenos que ele pegava fora da caverna.

Seus primeiros ensinamentos se deram no estado de sonho.
Noturnamente ele se encontrava com o Grande Espírito e recebia muitas instruções.
Ao acordar, ele caminhava na neve para tentar ancorar essas instruções em sua forma física.
Foi durante essas caminhadas diárias que ele aprendeu a se conectar com a Natureza de uma forma que nunca se conectara antes.
Tudo da Natureza estava adormecido, como ele, nas profundezas do inverno, mas o Grande Espírito nunca adormecia e tornou-se uma companhia constante para o homem.

A pessoa que ele sempre conhecera como ele agora estava morta, e ele ainda não dera à luz seu novo eu.
Ele estava grávido dele.
Ele estava gestando uma nova essência lá do fundo que era alimentada toda noite em seu estado de sonho.
Assim como a primavera começou a despontar, a semeadura de seu novo eu começou a despontar.
O urso despertou e o deixou sozinho na caverna.
Ele se surpreendeu em como se sentiu sozinho.
Ele, também, deixaria a caverna para fazer para si um abrigo encostado ao despenhadeiro que ele subira naquele fatídico dia no início do inverno.

Quando ele viu a vida nova da primavera ao seu redor, ele começou a criar uma vida nova dentro de si mesmo.
Seu novo eu era totalmente uno com toda a Natureza.
Como seus cavalos, ele podia farejar a água e não importava quanto ele tinha que se afastar de seu abrigo, ele sempre podia voltar.
Ele se alimentava como seu amigo urso: peixe dos rios e de um lago próximo, bagas, raízes e pequenas criaturas.

Um dia, enquanto comia bagas, ele sentiu uma estranha metamorfose assumir seu corpo.
De repente suas mãos ficaram muito grandes e peludas e suas costas apresentaram uma curvatura estranha.
Seu faro ficou tão forte que ele ficou tonto.
Ele caiu de quatro e começou a correr pelos bosques com uma velocidade inacreditável.

Ele se perguntou se apenas se sentia como um urso ou se alguém fora dele realmente o via como um urso.
E então ele farejou o aroma mais magnífico que já sentira: o de uma ursa.
Ele foi até ela lentamente na direção a favor do vento.
Mas ela era muito esperta para ele, e virou-se para encará-lo.
Ela farejou como se estivesse confusa com o cheiro dele.
Ele ficou em suas pernas traseiras, levantou suas patas e rugiu para impressioná-la.
Ela não tinha nenhum filhote e estaria em breve preparada para acasalar.
O homem/urso se virou e correu montanha acima, deixando-a esperando pelo seu retorno.

Ele acordou na margem do riacho ao lado da área de bagas.
Ele estava nu e as roupas que ele tinha estavam em retalhos ao seu redor.
Como ele teve força para retalhar suas roupas sem uma faca?
Seria verdadeiro?
Ele fora um urso ou foi somente uma visão?
Importava?
Agora ele vivia em dois mundos, o Mundo do Espírito e a Terra de seus Pais.
Ele podia ir e vir e nunca perceber que tinha mudado de realidades.
Ele perdeu sua mente ou simplesmente a trocou por seu Espírito?

Enquanto foi um urso, ele viu alguns cogumelos.
Ele iria colhê-los e guardá-los para a lua cheia, que viria em uns poucos dias.
Ele se conscientizou de que havia alguma coisa importante que ele devia fazer.
O Avô Céu e a Avó Terra o chamavam.
Ele jejuou por três dias e permaneceu nu como estava quando acordou ao lado do córrego.
Então era a hora.

A lua estava cheia e alta no céu.
Ele abençoou os cogumelos nas quatro direções e os ofereceu ao Grande Espírito, e os comeu lentamente.
Rapidamente a náusea o tomou, mas ele não vomitou.
Deitou-se e olhou fixamente a lua.
E ela parecia estar falando com ele.

Lembra. Lembra, meu guerreiro?
Lembrar do quê? – ele se perguntou.
Ela estava zombando dele?
Ele sabia que jamais poderia ser um guerreiro.
Ah, mas existem muitos tipos de guerreiros, disse ela.
Eles só diferem na escolha de suas armas.
Não posso segurar uma arma. Nem como um urso, meu único braço seria mais fraco.

A voz ignorou sua reclamação.
Sua arma será seu remédio.
Não tenho remédio, ele argumentou.
Se você se lembrar de quem você é, você terá seu remédio. Se o urso reconheceu você, por que você não se reconhece?
Mas quem será meu mestre? Estou sozinho na natureza selvagem.
Sim, você está certo. A natureza selvagem será sua mestra.

E então a voz se calou e ele teve muitas visões.
Ele viu homens trajados de azul montados como caçadores e com bastões de fogo.
Eram muitos, muitos mesmo.
Ele viu incêndios e mulheres e crianças fugindo em pânico.
Os homens sumiram.
Onde eles estavam?

Como eles puderam abandonar suas famílias?
Não, eles não tinham abandonado.
Ele viu os guerreiros esperando pela batalha, mas os homens de azul estavam com medo deles e somente atacavam mulheres e crianças.
Esses inimigos não tinham honra?

Então ele viu árvores nuas.
As folhas sumiram e as árvores estavam alinhadas e unidas para prender alguma coisa.
Ele tinha que libertar o que estava preso dentro delas.
Ele batia na madeira procurando por um modo de entrar, quando ouviu risadas.
Ele olhou para cima e viu um homem de azul dentro da fileira de árvores com sua cabeça e ombros olhando de cima das árvores mortas e abaixo dele.
O homem ria e ria.

NÃO! – ele gritou. Não quero essa visão. Ela é o mal!
A voz voltou. Ciclos terminam como a mudança da lua. Mas como a lua sempre volta, voltará o Povo!

A visão seguinte que ele teve ele não conseguiu entender.
Lá estava seu povo, somente não tinha espaço ao redor dele.
Não havia planícies.
Não havia búfalo.
Os guerreiros deitados como idosos doentes, sentados encostados às árvores e bebendo aguardente.
Eles pareciam morar em tendas que não eram do formato de roda medicinal, mas eram planas com alguma coisa brilhando em cima.
Ao seu redor havia coisas que pareciam mais com cavalos de ferro, mas eram menores e pareciam que estavam quebradas.

Todos estavam tristes e abatidos.
E então aconteceu.
Com uma pancada da velha porta de madeira, alguém saiu de uma tenda.
Ele era um guerreiro totalmente preparado.
Estava pintado e trajado para a guerra.
Ele trazia seu melhor arco e flecha.
Ele não queria o bastão de fogo do homem branco.
E na sua outra mão, mantido no alto, estava algo que brilhava.
Algo que quase queimava, mas não queimava.

Era como a luz do sol e se espalhava por todo o acampamento.
Um por um, os homens preguiçosos, doentes se levantavam e eram transformados em guerreiros poderosos.
O chefe ergueu ambos os braços para o céu e convocou o Mundo do Espírito.
Ele olhou para o rosto do guerreiro e em esse único rosto ele viu os rostos de seu Povo.

Então todos recuaram.
Ele não viu mais nada.
Ele tentou recuperar.
Ele queria se lembrar de tudo, mas não conseguiu permanecer acordado.
Alguma coisa estava puxando seu Espírito.
A última coisa que viu foi sua forma nua deitada no chão da floresta.

Quando ele acordou, o sol estava alto.
Ele rastejou até o córrego e rolou para ele.
Ele ficou ali praticamente o dia todo, entrando e saindo da água até que, finalmente, ele tinha que encontrar alimento.
O que essa visão poderia significar?
Como a natureza poderia lhe ensinar o remédio?

Ele passou o resto do verão respondendo a essa mesma pergunta.
A visão ainda era um mistério, mas a natureza era a sua mestra.
O céu o ensinou como ser livre.
Os pássaros o deixaram usar seus olhos para ver a terra lá embaixo.
As árvores lhe ensinaram onde encontrar raízes e outros elementos comestíveis.
As abelhas encontravam para ele o mel, e todas as criaturas falavam com ele numa língua sem palavras.

Enquanto ele cruzava as matas, ele sabia que de algum modo essa casca poderia curar a dor e essa flor aliviaria o ardor em uma ferida.
A Natureza lhe deu seus segredos.
Com os dias mais curtos e as noites mais frias, suas lições continuaram.
Então ele soube que era hora de voltar para sua ursa.
Eles realmente acasalaram ou era uma visão?
Tudo o que ele podia lembrar era que eles pareceram se tornar um único ser.
Ela realmente era uma ursa ou era seu Guia Espiritual?

O inverno chegou e ele sabia que ia hibernar como um urso.
Ele juntou toda sua alimentação e um cervo velho deu a vida por ele.
Seu companheiro urso lhe disse onde encontrar o cervo.
Deste presente da Natureza ele fez suas roupas para o inverno e reuniu suas provisões.
Quando foi para seu descanso de inverno, o urso estava esperando por ele.
Ele olhou para seu companheiro de duas pernas e caminhou lentamente para o fundo da caverna.

O homem raramente fez caminhadas nesse inverno.
Ele estava muito ocupado sonhando.
Ele caminhava pelos céus com os Avós e retornava à Avó Terra somente para comer e se aliviar.
Quando a primavera chegou, ele estava preparado.
Ele não sabia para o quê, mas ele estava preparado.
Um dia ele acordou e o urso tinha partido.

Ele sabia que ele, também, agora devia deixar a segurança da caverna.
Ele reuniu suas poucas posses, pois ele sabia que não voltaria.
Ele recebera suas lições.
Ele aprendera sua Medicina.
Agora ele devia usá-la para o bem de seu povo.
E retornaria agora.
Ele tinha algo para compartilhar.
Ele era um guerreiro e sua arma era sua Medicina.

Ele decidiu dar uma última volta pelo vale para se despedir e para pegar provisões para sua longa jornada de volta para casa.
Toda árvore e toda folha da relva pareciam conhecê-lo.
As flores viravam para a sua direção, e os animais, insetos e pássaros pareciam reconhecê-lo.
Finalmente, com a tristeza da despedida e a alegria da esperança e propósito, ele virou uma última vez ao chegar à borda do vale.
O que era aquilo que ele viu à distância?
Sim, era sua companheira ursa.
E ao lado dela estava um pequeno filhote.

Mas o que essa visão significava? – perguntou Shature.

O rosto de How-ta-shai empalideceu e entristeceu.

A visão era a Verdade, apesar de que eu levei muitos anos para saber disso.

Ele moveu sua mão para a sua direita, em direção do homem moribundo.
Uma Índia estava entrando na tenda com uma pequena cumbuca de comida e um odre de água.
O velho gesticulou para que ela levasse embora.

Eu não irei comer até os Casacos Azuis permitirem nós colocarmos nossas tendas fora das muralhas deste forte.

A jovem mulher meneou com tristeza e respeito e saiu da tenda com a comida intocada.
Ela olhou para o Comandante do forte que estava entrando em seu alojamento, colocou a comida no chão na frente da tenda e foi embora.

O Comandante não gostava desse trabalho.
Qual era o sentido de torturar mais aquelas pessoas?
Toda manhã, quando ele entrava em sua sala, eles colocavam a comida do velho Curandeiro do lado de fora da tenda.
E toda noite eles retiravam o mesmo prato cheio de comida quando o comandante saía de sua sala.
Ele soube que cada membro remanescente da tribo sacrificava uma pequena parte de sua quase intragável comida como um gesto de apoio ao seu único guerreiro que restara.

O Comandante servira na Guerra Civil e lutara em muitas batalhas heroicas, mas ele não via propósito em continuar envergonhando essas pessoas pobres e derrotadas.
Entretanto, suas ordens eram para mantê-las dentro dos limites do forte.
Para onde elas iriam agora?
Restaram tão poucos.
Os guerreiros estavam mortos ou presos.
Mas ele tinha que obedecer a suas ordens, não tinha?

E então, numa manhã, enquanto ele subia as escadas para sua sala, ele virou-se para ver a cena familiar da comida em frente da tenda daquele velho homem.
Mas, o que ele viu foi mulheres desmanchando a tenda e envolvendo o velho Curandeiro com a pele fúnebre.
Todas elas se voltaram e olharam para o rosto do Comandante e seus olhos demonstravam orgulho e amor.
Até as crianças pararam para garantir que ele sabia o que havia acontecido.

O Comandante vira muitas coisas terríveis em sua longa carreira militar, mas a simples visão da perda de um homem velho e corajoso atingiu seu coração.
Ele descobriu que tinha que se apoiar no pilar do alpendre para recuperar sua compostura.
Então ele chamou seu Tenente e disse com sua mais poderosa voz:

Tenente, diga a essas pessoas para montar suas tendas fora do forte!

***

Quando o Curandeiro terminou sua história, Shature sentiu a profunda tristeza do “Povo”.
Ela tinha ouvido a história com seu coração e estava admirada com a coragem de How-ta-shai.
Ela poderia ser uma guerreira valente assim quando retornasse à Terra?

Há muitos modos de ser um guerreiro, falou How-ta-shai.
Lembre-se de minha história.
Eu tive que perder minha capacidade de ser um guerreiro do modo que eu queria para ser um guerreiro do modo que era o meu destino.
Eu não compartilhei com você os muitos anos em que eu fui de grande serviço para o meu povo.
Esses foram anos cheios de felicidade, serviço e amor.
Depois eu tive que aprender a manter esse amor vivo durante anos e anos de dor, sofrimento e perda.

Em minha morte, a única coisa que me restou foi o próprio Amor.
Amor por algo maior do que o mundo material.
Amor por um ideal.
Eu me sacrifiquei como um símbolo do amor que eu mantinha pelos desígnios do meu povo.
Levou uma vida de serviço para alcançá-lo, mas agora eu posso lhe dar um amor que é transpessoal e além das emoções humanas.
Esse amor é um campo de energia e um raio de poder.
Leve esse meu presente e mantenha-o em seu coração.

O Curandeiro se levantou e Shature seguiu seu exemplo.
Ele deu a volta na fogueira e a abraçou, coração a coração.
Ela pôde sentir sua energia de urso, seu amor pela Natureza, e toda a sua dor que ele transformara em sabedoria.
Sim, ela manteria esse presente para sempre, além de toda vida e morte, dentro de seu Coração.



Do livro “Reconstructing Reality”, de Suzanne Lie.

Tradução: Blog SINTESE http://blogsintese.blogspot.com

sábado, 9 de agosto de 2014

A SEXTA MENSAGEM ANTARIANA

CONHECENDO JAQUAL
Por Suzanne Lie PhD
Em 30 de julho de 2014


03 de setembro de 1996

Querido Comandante Malteese,

Tenho sentido seu chamado de vários dias, mas não tenho respondido.

Ainda me é difícil integrar a consciência multidimensional no meu mundo tridimensional, mas estou trabalhando em estar consciente em muitas realidades em um só momento.

Estou preparada para receber outra mensagem.


CM:

Estamos contentes por você estar recebendo nosso chamado.

Nós a bordo da nave sempre estamos em alerta para aqueles que conseguem manter uma conexão consciente à nossa vibração.

Não importa neste ponto de seu “tempo” se você está recebendo uma mensagem verbal.

Apenas “sentir” nossa presença é de grande serviço aos Seres Galácticos do Comando Ashtar.

Nós somos muito gratos aos “encarnados” que estão recebendo nosso chamado através de seu vaso terreno tridimensional.

Aqueles de vocês que percebem nosso chamado estão atuando como transformadores redutores para aterrar a nossa mensagem multidimensional em seu mundo físico.

O aterramento de nossa mensagem na Terra física de Gaia é um evento muito especial.

Você está ciente de que há Seres da vibração acelerada da décima segunda dimensão que estão pondo sua atenção direta nos acontecimentos de seu anel solar?

Você é muito privilegiada por estar encarnada neste momento de seu “tempo”.

Nós nos lembramos de quando éramos companheiros nas Grandes Guerras de Órion.

Você era tão audaciosa como um homem.

Em sua atual vida, você ancora essa parte de sua Alma que gosta de se dar permissão de liberar toda razão e restrição para sentir a completa liberdade de ação sem consequências.

Entretanto, no final as consequências aparecerão.

Você agora está no processo de solucionar a questão de como você pode permitir a liberação completa de pensamentos e ações livres e ilimitadas enquanto em corpo físico sem uma tempestade de emoções.

E então essas emoções criarem reações que a deixassem triste por ter assumido esse risco.

Mas na revelação final, as consequências não tiveram o mesmo impacto poderoso como o do lindo momento de liberdade.

Esse momento em que você pôde subir acima de toda limitação e se tornar uma parte de si que não é prisioneira das regras da terceira dimensão valeu muito o pagamento das emoções desconfortáveis.

Agora, Suzille, você pode se unir à sua “Mulher Liberada” interior e permitir que ela assuma o comando.

Ela é a parte do seu EU que é mais masculina e, portanto, a parte que será a primeira a aceitar a androgenia.

Nós pedimos que os tridimensionais, tanto masculino como feminino, aceitem que a Deusa em seu coração e mente desperte do sono dela.

Parabéns, queridos terráqueos.

O momento de abraçar sua Mãe Terra é AGORA!

***

(Cinco meses se passaram entre essas comunicações. Não faço ideia do que ocorreu nesse período. Se o tempo é tão importante, então por que continuamos a perdê-lo?)


21 de fevereiro de 1997

Querido Comandante Malteese,

NÃO EXISTE INIMIGO MAIOR DO QUE OS PRÓPRIOS MEDOS E É PRECISO UM GUERREIRO VALENTE PARA ENFRENTÁ-LOS.

Eu ouvi esta fala na televisão e ela me lembrou de você – finalmente.

Eu pensei em você e na parte do meu EU que é o seu companheiro e amigo guerreiro.

Eu percebo que não fui capaz de encarar esse meu componente porque tenho vergonha da minha brutalidade em vidas passadas.

(Eu ainda estava apenas pensando em tempo na época.)

Finalmente, estou preparada para ver nossa vida juntos.


Nós somos Jaqual.

O Comandante Malteese e eu somos companheiros antarianos em Antares.

Nós estamos na constelação de Escorpião servindo como defensores deste quadrante.

Eu, Capitão Jaqual, falo com você da linha temporal dos meus dias de guerreiro.

Em Escorpião, nós mantemos campos de energia similares ao planeta Plutão em seu Sistema Estelar.

(Não houve mais perguntas minhas ou mensagens de Jaqual até...)


28 de abril de 1997

Capitão Jaqual falando...

Sim, você ouviu nosso chamado hoje.

Agora é hora de você ficar consciente da minha realidade.

O Comandante Malteese já a lembrou de nossa energia antariana para prepará-la para nosso encontro.

Sua realidade como Suzille tem sido diferente da minha (que também é sua).

Eu sou um guerreiro aqui, mas já estou reformado.

Recentemente entrei em um templo onde pude focalizar minha atenção em minha vida interior.

(O interessante é que eu acabara de deixar meu consultório poucos dias antes e pela primeira vez em quarenta anos eu estava trabalhando em casa. Por quê? Porque os Arcturianos me disseram que eu precisava criar uma vida mais simples e mais calma para que eu pudesse meditar, caminhar pela praia, praticar ioga, relaxar, fazer jardinagem no meu quintal e comungar com os Elementais.)

(Foi-me dito que essa situação se assemelharia a “estudar nos Templos”, o que eu fiz em outras vidas. Nessas vidas o meu AGORA era focalizar em minha vida interior e nas expressões superiores do EU. Por alguma razão eu não entendi essa parte da estória até eu mudei o meu consultório e me preparei para “focalizar na minha vida interior”.)

(De volta a Jaqual)

Minha vida existe numa linha temporal diferente da sua e eu ressoo em uma área de espaço totalmente diferente.

Entretanto, a maior parte de minha vida eu estive muito ocupado combatendo “o inimigo” para olhar profundamente dentro de mim.

Eu fui um guerreiro por cinquenta dos seus anos terrestres.

Parece um longo tempo para você, mas nós, Antarianos, temos vidas muito mais longas.

Nós normalmente vivemos entre 150 a 200 de seus anos terrestres.

Em Antares nós normalmente somos pentadimensionais, mas os guerreiros e os pais ressoam à terceira dimensão quando “trabalhando” e vamos para casa na quarta dimensão.

Os pais trazem a vida nova das dimensões superiores para começar seu “tempo em forma” na forma tridimensional.

Nós operamos dessa forma para que nossos filhos estejam firmemente enraizados numa forma física para serem capazes de procriar e serem os protetores de nosso quadrante do espaço.

É semelhante ao seu salmão que deixa sua água salgada natural para desovar em água doce.

Antares é um centro para o despertar multidimensional.

Nós mantemos nossa realidade tridimensional viva e ativa apesar de todos nós podermos elevar nossa frequência acima dela.

A razão de assim fazermos é porque nós primeiro colonizamos esta área para assistir na proteção daqueles ao nosso redor, e também do seu mundo, dos Draconianos de Órion.

Naquilo que os Draconianos têm mestria tecnologicamente, nós temos mestria com nossas mentes.

Visto que servimos como protetores, pelo menos até o fim do seu Grande Ciclo, nós temos uma forte classe guerreira.

Os líderes de nossas sociedades e também a maioria de seus cidadão ressoam à quarta e quinta dimensão.

Praticamente todos nós, masculino e feminino, passamos pelo menos 30 anos em serviço como um guerreiro.

Eu passei 50 anos como um guerreiro, o que é comum somente para oficiais.

As mulheres são treinadas junto com os homens e são totalmente iguais em todas as ações militares.

Por outro lado, os homens não são totalmente iguais no departamento de concepção e de puericultura.

Só pode se tornar um pai após seu serviço como um “protetor” esteja concluído.

Nós, guerreiros, usamos a palavra “protetor” ao invés de “soldado”.

Nós não guerreamos por que nos dizem para guerrear ou porque queremos ganhar poder e conquistar.

Nós guerreamos somente para proteger nosso povo e nosso estilo de vida.

Nem todas as pessoas em Antares tornam-se pais.

De fato, menos de 10% realmente acasalam e procriam.

Entretanto, praticamente todos estão ativamente envolvidos na criação dos pequenos.

As pessoas precisam passar por uma iniciação maior para se tornarem pais, parecido como é em Arcturo.

Entretanto, nós não escolhemos os pais pela cor da aura, como eles fazem em Arcturo, e sim, pela iniciação.

A iniciação para paternidade e maternidade leva três anos.

É preciso ser um mestre em consciência multidimensional antes de poder ser um pai ou uma mãe.

Esta mestria é mais bem descrita por dizer que um mestre pode expandir sua vibração da terceira até a sétima dimensão da Superalma.

E também, eles são capazes de abrir o canal para estar cientes conscientemente de todas essas dimensões de uma vez só.

Esta expansão de consciência e ciência é um grande feito e a razão de apenas 10% de nosso povo ser pais.

Para se tornar um pai, duas Almas harmoniosamente combinadas elevam sua vibração para a Superalma e convidam uma centelha de vida para entrar em nosso mundo antariano.

Elas então “descem” essa centelha por cada dimensão e a “plantam” na forma tridimensional feminina.

O Templo em que eu logo entrarei é o que nos ensina a sermos pais.

Eu sinto que, visto que tive tantas vidas, é meu melhor serviço agora trazer novos seres.

Os casais normalmente só tem um filho.

Leva três anos para preparar (somente 30% dos que entram na iniciação a completam) e então mais três anos para “descer” a Alma para a terceira dimensão.

Então, por mais três anos, os pais se dedicam completamente na criação do filho.

Ao final de três anos o filho se torna um adulto e se reúne à sociedade.

Normalmente estuda por cerca de 30 anos e então entra para o exército.

Como você pode ver, a maioria dos pais têm 60 anos antes de poder começar o processo de preparação para paternidade e maternidade.

Entretanto, visto que todos os pais têm mestria de consciência multidimensional, eles normalmente vivem pelo menos até os 300 anos.

Alguns vivem até 400.

Os últimos cem anos de suas vidas normalmente são passados assistindo outros tornarem-se multidimensionais.

Assim que se é multidimensional, a “morte” é apenas uma mudança de oitavas.

Claro, há outros que morrem em batalha, mas isto lhes dá um impulso para no mínimo a sexta dimensão.

Suas vidas são curtas, mas sua jornada para a sétima dimensão é mais fácil.

Em nosso mundo, todos os processos de individualização, ou vidas individuais como você diria, se originam na Superalma heptadimensional.

É-nos pedido para sair da Superalma por nossos pais quando nós somos “centelhas de luz”.

Então precisamos voltar à Superalma antes de podermos novamente assumir outra encarnação em Antares ou em um mundo Arcturiano ou Nave Espacial.

As realidades arcturianas e antarianas são ambas multidimensionais em natureza.

Nós dois nos focalizamos em assistir pessoas, planetas e sistemas estelares para aceitar sua essência multidimensional e ascender de volta ao seu EU Superalma.

Aqueles que acham difícil demais este processo de elevar sua vibração de volta para a sétima dimensão normalmente encarnam em outros planetas e sistemas estelares.

Eles também podem escolher uma versão diferente de realidade por uma variedade de experiências.

(Quase três meses se passaram antes de nossa comunicação seguinte. Não posso lembrar por que fiquei afastada. Em 1997 provavelmente eu duvidei do meu eu e me perguntei se estava meio louca. E também, porque os Arcturianos me disseram para começar um website por volta de 1994, finalmente eu comecei o meu site Multidimensions em 1996.)


1º de julho de 1997

Querido Capitão Jaqual,

Eu o senti muito hoje enquanto eu me exercitava.

Eu ouvi que você poderia me assistir em ser um guerreiro e, após ler sua última mensagem, eu percebo que você pode me assistir muito no meu processo de me tornar multidimensional.

Não creio que haja algum Templo na Terra para me ensinar essas coisas.

Talvez você possa compartilhar comigo o que está aprendendo em sua experiência no templo.


Querida Suzille,

Com certeza posso assisti-la com a mestria de seus hábitos físicos e programação.

A capacidade de verdadeiramente ser multidimensional é o que permite que você obtenha mestria das questões e desafios tridimensionais.

Posso também assisti-la na elevação acima do seu medo.

Quando se é capaz de elevar a vibração para uma dimensão acima do medo, entra-se no treinamento de mestria.

Esta é uma parte da razão por que meu povo escolheu ser guerreiro.

Um guerreiro precisa aprender a enfrentar o medo dentro de si mesmo.

Assim que esse medo é confrontado e conquistado, então ele pode se elevar para seu eu vibracionalmente superior.


23 de julho de 1997

Querido Jaqual,

Senti seu chamado pelos últimos dois dias.

Parece que estou pronta para ouvir sua história.

Eu evitei porque sabia que era sobre medo e eu sempre tive um problema com enfrentar o meu medo.

Agora estou pronta para liberar totalmente esse “problema” e viver na minha coragem.


Suzille,

Estou feliz por ouvir que agora você está preparada para SER a guerreira que você sempre foi.

Você tinha medo porque estava assustada quando uma criança muito pequena e era incapaz de comunicar esse medo para alguém e pedir por proteção e conforto.

Esse medo manteve-se em seu inconsciente pela maior parte de sua vida.

Como você entende agora, tudo que aconteceu foi parte de seu Plano Divino para despertar para a lembrança de seu EU Superior.

Se tivesse recebido o conforto que precisava em seu mundo físico, você poderia não ter entrado fundo e alto o suficiente em seu EU Multidimensional para encontrar a proteção e o conforto de que precisava.

Agora nesses capítulos finais de suas encarnações físicas, você precisa limpar seu inconsciente do medo desnecessário.

Nós dizemos “desnecessário” porque não queremos que você apague todo medo.

O medo em si não é seu inimigo.

O medo somente se torna seu inimigo quando as mensagens que ele lhe passou permanecem depois de servirem o propósito.

Sim, pense no medo como um mensageiro.

Ele é um mensageiro que lhe diz para estar atenta e ter cuidado.

Sem o medo você não poderia sobreviver na terceira dimensão onde há muitos perigos.

Portanto, enquanto eu contar minha história, lembre-se de que o medo na verdade é nosso amigo.

O propósito do medo é advertir e proteger.

Ele é a lembrança e o perigo do medo que é o inimigo.

Se medos passados não podem ser liberados, eles se tornam uma carga mais e mais pesada.

E também, se você não confiar que os avisos adequados virão no momento necessário, então há medo do futuro.

Medo do passado é uma mensagem que já passou e medo do futuro é a mensagem que ainda não chegou.

Quando você pode viver em confiança total e entrega ao seu EU Superior, você é capaz de liberar todos os medos antigos para suas vibrações superiores onde eles podem ser transmutados de volta em luz e amor.

Você também confiará que todos os seus avisos serão oportunos e a levarão na direção que sempre lhe proporcionará a maior proteção.

Nós aprendemos essas lições em Antares, e elas são lições que nos permitem aprender como elevar nossa vibração para nossos eu dimensionalmente superiores.

Por favor, lembre-se de que estou traduzindo minhas palavras para o inglês para você entender melhor.

E também, que eu não sou da sua linha de tempo.

Portanto, enquanto eu a percebo, eu experimento todas as suas vidas em um pacote, como um livro.

Eu posso observar qualquer parte fora de sequência e até mudar a sequência.

É desta mesma maneira que você pode perceber a minha vida.

É por isso que frequentemente se sentia confusa a respeito das linhas temporais de nossas vidas antarianas.

Para a sua percepção, eu estou em todas essas eras de uma vez só, e você pode ver qualquer época que desejar.

Eu sou um jovem tenente (o seu termo) no mesmo momento que sou um homem mais velho.

Talvez, conforme você aprender e lembrar mais de nossa vida antariana, você será capaz de adotar nosso modo de percepção multidimensional.

Então você pode até ser capaz de lembrar e entender mais conceitos antarianos.

Começarei minha história onde ela parou em sua meditação.

Você se lembra?

(Não, não lembro.)

Eu estou na frente da Porta do Templo do Retorno.

Eu sempre me considerei um homem muito grande, até para os padrões antarianos.

É bastante normal um homem ter dois metros e meio de altura e muitas mulheres terem dois e dez e até dois e meio também.

Eu tenho dois e noventa (de acordo com suas medidas terrenas) e sempre minha cabeça está acima das multidões.

Enquanto estou perante as Portas da Recordação no Templo do Retorno sinto-me muito pequeno.

Há uma série de entradas sem portas levando para a porta real.

Cada uma dessas entradas emana uma vibração diferente.

Portanto, cada entrada é de uma cor diferente e emite um tom diferente.

Sinto uma atração em meu corpo enquanto estou diante do primeiro limiar.

Fui instruído que quando atravessar cada limiar e ficar no corredor perante a próxima entrada, eu irei vivenciar lições e experiências diferentes.

Essas lições e desafios precisam ser limpos e equilibrados antes de eu seguir para o próximo limiar.

Continuarei minha história em nosso próximo encontro.

Lembre-se de me chamar para sua vida diária.

Jaqual



Tradução: Blog SINTESE http://blogsintese.blogspot.com