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sábado, 20 de fevereiro de 2016

ATIVAR NOSSAS PERCEPÇÕES EXPANDIDAS – PARTE 2

Por Suzanne Lie PhD
Em 17 de fevereiro de 2016



Clarisenciência

Clarisenciência é um termo abrangente para todos os sentidos mediúnicos. Quando somos clarisencientes, nós podemos acessar nossos sentidos expandidos para cheirar, ver e tocar a aura de outra pessoa, ouvir os pensamentos de outra pessoa, sentir as emoções delas e/ou comunicar com seres dimensionalmente superiores.

A clarisenciência é experimentada como um sentimento, normalmente acompanhado por uma sensação física. Nós podemos sentir o cheiro de algo que não “está ali”, ter um relance de algo no canto de nosso olho, saber alguma coisa que não sabíamos um momento antes, sair por um segundo para outra realidade e/ou de repente se sentir confuso e desorientado. Frequentemente nós experimentamos nossas realidades alternativas através de nossa clarisenciência.

Há diferentes tipos de “realidades alternativas”. Uma normalmente é conhecida como nossas “vidas passadas”. Entretanto, tempo e espaço são uma ilusão específica da terceira dimensão. Por conseguinte, assim que elevamos nossa consciência até para a quarta dimensão, nós frequentemente começamos a nos experimentar em uma vida que não é coerente com a vida tridimensional que nós estamos acostumados a experimentar.

Assim que olhamos “para baixo” na frequência pela nossa consciência tetradimensional para a terceira dimensão, nós somos capazes de perceber qualquer período que desejarmos. Nossas muitas encarnações na Terra tridimensional podem ser testemunhadas desta percepção como estando alinhadas numa roda do tempo. De nosso ponto de vista da quarta dimensão essa roda não é vinculada ao tempo. Consequentemente, podemos visitar uma vida em 223 AC, então visitar uma vida em 2034 DC, então visitar uma em 1895 AC. Todavia, assim que entramos em qualquer desses períodos, nós estamos limitados ao movimento cronológico do tempo tridimensional.

A clarisenciência pode ser experimentada como um saber que entra em nossa consciência. Se pudermos confiar nesse saber, ele pode nos orientar pelos muitos obstáculos da vida. Essa orientação interna também pode nos direcionar para um melhor conhecimento de nosso eu. Quanto mais conhecemos nosso eu, mais nós podemos discriminar entre as sensações internas que captamos do outro e as sensações internas que surgem de nossas percepções expandidas. Como com todos os relacionamentos, amor incondicional e confiança são o que desenvolve a intimidade. Ser íntimo com nosso eu é um conceito estranho para muitos, mas assim que lembramos e aceitamos nossa verdadeira Alma/EU Multidimensional, essa intimidade expande exponencialmente.

Telecinese

Telecinese é uma capacidade tetra e pentadimensional que nos permite mover objetos pelo espaço sem as operações de nosso corpo físico. Em nosso eu tetra e pentadimensional, nossa mente, emoções e intenções são mais poderosas que nossos músculos. Portanto, nós podemos deslocar objetos por combinar nossos pensamentos e emoções com nossa intenção consciente.

Telecinese normalmente é referida como “mente sobre matéria”. Em outras palavras, com o uso consciente de nossas habilidades telecinéticas nós podemos mover e/ou influenciar a matéria com o poder de nossa mente. Entretanto, as emoções também têm um forte papel na telecinese. Telecinese consciente é uma das percepções expandidas menos comuns. Por outro lado, nós frequentemente influenciamos a matéria com a nossa mente/emoções de uma maneira inconsciente. Por exemplo, aqueles que têm mais de uma propensão para a telecinese, às vezes acendem as luzes da rua ou as apagam simplesmente por caminhar sob elas.

Essas pessoas podem ser atraídas para artes marciais ou esportes tais como tênis, basebol, golfe, nos quais o poder da intenção pode ser conscientemente usado para direcionar o curso da bola ou o golpe das artes marciais. Artistas que trabalham com entalhe ou escultura podem também ter um talento não reconhecido para a telecinese, pois eles manipulam a matéria com suas mãos, mas a intenção de suas mentes/emoções inconscientes também pode ser um forte componente do seu trabalho artístico.

Outro tipo de telecinese inconsciente é um poltergeist. Um poltergeist não é um “fantasma”, mas o movimento da matéria através da intenção inconsciente de uma pessoa viva. Frequentemente essa pessoa é um adolescente que não está ciente da força de suas emoções extremas. De fato, medo, raiva e mágoa podem ser forças muito poderosas. Infelizmente, quando essas emoções são usadas inconscientemente para manipular a matéria, normalmente é aterrorizador para a pessoa que involuntariamente criou esse movimento. Carl Jung, famoso psiquiatra e discípulo de Freud, falou sobre suas experiências telecinéticas quando adolescente em sua autobiografia, Memórias, Sonhos e Reflexões. Na adolescência ele leu todos os livros do décimo terceiro século sobre alquimia que ele pôde encontrar. Consequentemente, ele despertou um grande poder, mas ainda não tinha obtido qualquer mestria sobre suas emoções.

Emoção forte é um componente importante na telecinese porque emoção é “energia em movimento”. Assim que obtemos mestria sobre nossas emoções, nós podemos usar emoções baseadas no amor para consciente e amorosamente elevar a frequência da matéria para a quarta dimensão onde ela está menos sobrecarregada pelo tempo e espaço. Então nós podemos movê-la sem a limitação do peso ou massa tridimensional. Se pudermos conectar conscientemente com nossa consciência quântica, nós podemos usar a manifestação instantânea de nosso pensamento quântico para teletransportar a matéria para qualquer lugar do Universo – instantaneamente!

Provou-se que nosso “DNA lixo” funciona como pequenos wormholes onde mensagens, e eventualmente matéria, podem ser instantaneamente teletransportadas para qualquer lugar. Em um experimento, amostras de DNA lixo foram postas em frascos e levadas para outra sala. Fotos de emoções de medo foram mostradas para o sujeito, e o DNA na outra sala instantaneamente colapsou e meio que se desfez. Fotos de emoções amorosas então foram mostradas e, instantaneamente, o DNA se recuperou e voltou para seu estado mais vibrante. O Militar Norte-americano, que fez o experimento, então distanciou centenas de milhas os frascos e o DNA ainda respondia instantaneamente. É provável que o “teletransporte” usado em Star Trek seja um exemplo desta forma de telecinese. A matéria é desmontada para o nível quântico, onde ela pode se mover além do tempo e espaço, então reestruturada no local pretendido.

Iluminação

A iluminação ocorre quando entregamos nosso ego para nossa Alma/EU pentadimensional para se tornar UM com o AGORA das dimensões superiores. Apenas um momento 3D dessa União pode nos colocar num Caminho que leva a maior parte de nossa vida para viajar.

Iluminação é o que ocorre quando fazemos o download e a integração de nosso EU Multidimensional em nosso vaso terreno físico. Assim que integramos totalmente nosso EU em nosso eu, nossa consciência expande de Consciência Pessoal para Consciência Coletiva para Consciência Planetária para Consciência Galáctica para Consciência Cósmica. Com cada expansão de nossa consciência nosso sentido de EU aumenta. Nosso “sentido de EU” é definido como: aquele com que nós sentimos um sentido completo de UNIDADE.

Enquanto na Consciência Pessoal, nós pensamos em nosso EU como um ser humano tridimensional que está totalmente consciente do funcionamento de nossa vida mundana. Também estamos cientes de nossa Criança Interior e Ego. Por conseguinte, nós somos capazes de usar nossas percepções expandidas para receber comunicações através de nosso corpo, Criança Interior e, através da prece, com Deus e/ou Santos e Anjos.

Na Consciência Coletiva nós sentimos unidade com toda a humanidade e pensamos em nosso EU como sendo um membro da família de toda a humanidade. Por causa disso, nós podemos usar nossas percepções expandidas para sintonizar na quarta dimensão e comunicar com a massa, a Consciência Coletiva dos humanos na Terra.

Com a consciência Planetária, nós sentimos unidade completa com o nosso planeta, que expande nossa consciência para abranger a quarta dimensão. Com o despertar de nossa consciência multidimensional nós podemos perceber nosso EU como um componente de Gaia, a consciência da Terra. Neste caso, nós usamos nossas percepções expandidas para comunicar diretamente com nossa Mãe Terra e também com TODOS os habitantes dela. Nós também podemos conectar com os Elementais tetradimensionais da terra/gnomos, ar/silfos, água/ondinas e fogo/salamandras.

Com a consciência tetradimensional nós também podemos comunicar com as muitas realidades e seres que ressoam à quarta dimensão. No início, nós podemos somente ser capazes de acreditar que esses Seres maravilhosos e Guias Espirituais até existem. Então, com o passar do tempo, nós percebemos que muitos desses seres são expressões tetradimensionais de nosso próprio EU Multidimensional.

Com a Consciência Galáctica, nós sentimos unidade completa com os muitos planetas, sistemas solares e galáxias que ressoam à quarta e à quinta dimensão. Essa unidade nos permite integrar totalmente nosso EU Multidimensional e expandir nossa consciência para a quinta dimensão e aterrar essa frequência da Luz no corpo de Gaia. Aí, os “ETs” são percebidos como outras expressões da nossa Alma/EU e membros de nossa Família Estelar.

Nós fomos além das limitações da dualidade, tempo, espaço e separação. Nós percebemos nosso corpo físico como o veículo terreno que usamos e mantemos para nos “levar” pelas experiências de ser um membro da Equipe de Ascensão Planetária. Nós percebemos todos os aspectos da realidade física como uma bênção ou uma iniciação para nos lembrar de liberarmos todo medo e vivermos em amor incondicional sempre e para sempre. Desse estado de consciência, nós somos Mestres da Energia e acompanhamos atentamente nossos pensamentos e emoções para que eles não ameacem baixar nossa consciência. Não somos mais vítimas de qualquer pessoa, local, situação ou coisa e assumimos total responsabilidade por todas as manifestações em nossa vida.

Com a Consciência Cósmica, nós podemos ir para a quinta dimensão e acima e também para as realidades quânticas e pensamento quântico. Nós estamos nos preparando para liberar todos os apegos à forma e ver nosso eu como sendo pura consciência. A viagem interdimensional é normal, pois nós interfaceamos com nossa Superalma na sétima dimensão para ajudar nossa Família de Alma a trazer TODAS as nossas expressões do EU para o Lar, para a ressonância da Consciência Multidimensional.

Nós não precisamos mais procurar, pois vivemos na Inteligência Divina, Sabedoria Espiritual e Criatividade Infinita. Nós compartilhamos nosso Ser Iluminado com outras expressões do nosso EU e com todos que procuram nosso conselho. Se ainda mantemos um vaso terreno aterrado (normalmente para participar da ascensão planetária), nós mantemos uma conexão constante ao nosso EU Multidimensional e também com o coração de Gaia. Nós vemos um de nossos serviços como sendo transformadores redutores para aterra a luz de frequência mais alta e a realidade quântica no corpo da Terra. Como esse serviço, nós elevamos a frequência de ressonância do planeta para facilitar a ascensão planetária.

Estamos livres do ego, então não procuramos fama ou reconhecimento e normalmente os vemos como uma distração para o nosso verdadeiro trabalho. Nós andamos no planeta Terra como uma pessoa “normal” que ainda tem que pagar contas, ir trabalhar e alimentar nosso corpo. Nós sabemos que é uma tarefa imensa manter uma forma tridimensional com as frequências expandidas de nossa consciência, mas viver com as muitas dores da realidade física sabendo que “isso também passará”.

Nós SABEMOS que somos imensamente privilegiados para ser um membro desse Momento Cósmico e constantemente se esforçar para manter a conexão com nossa Superalma através de todas as muitas realidades dimensionais até o nosso corpo físico. A maioria de nós tem sofrido grandemente em nosso sacrifício para esquecer nosso EU para servir na criação da Terra pentadimensional e no retorno para ela. Nós sabemos que, visto que a Terra pentadimensional ressoa além do tempo e espaço, “retornar” e “criar” podem acontecer simultaneamente.

Nós procuramos outros do nosso tipo que mantêm seu EU no seu vaso de barro como um serviço planetário e galáctico. Nós ainda ficamos com fome, cansados, irritados, confusos, pobres ou doentes. É o sacrifício máximo que fizemos para aterrar nosso grande EU em Gaia e assistir na ascensão para a quinta dimensão como um planeta inteiro.

Felizmente, mais e mais de nós estamos despertando para o nosso EU Iluminado e percebendo que não temos que FAZER nada.
Somente temos de SER nosso EU!

CONTINUA




Tradução: Blog SINTESE http://blogsintese.blogspot.com.br

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

MENSAGEM DIÁRIA DO ARCANJO GABRIEL DE 07 DE FEVEREIRO DE 2016

Canalizado por Shelley Young



Amor-próprio e limites saudáveis é a dupla dinâmica quando se trata de criar uma fundação que permite você estar no maior serviço ao todo.

Arcanjo Gabriel



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Tradução: Blog SINTESE http://blogsintese.blogspot.com.br

sábado, 12 de dezembro de 2015

MENSAGEM DIÁRIA DO ARCANJO GABRIEL DE 11 DE DEZEMBRO DE 2015

Canalizado por Shelley Young



Quando você tem a intenção de se entregar a estar ao mais alto serviço no início de seu dia, uma coisa interessante acontece.
Você estará incorporando sua luz divina e alinhamento com a Fonte e, por conseguinte, se torna um transmissor dessas energias em todos os lugares em que for.
Isso significa que você estará emanando energia, ao invés de captar energias aleatórias das pessoas e lugares.
Para aqueles de vocês que se encontram altamente afetados pelas energias dos outros, este é o modo mais fácil de manter seu equilíbrio e estar confortável durante todo o seu dia, com o bônus adicionado de trazer luz para essas pessoas e áreas que podem estar necessitando.
É uma prática linda que serve a todos.

Arcanjo Gabriel



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domingo, 29 de novembro de 2015

MENSAGEM DIÁRIA DO ARCANJO GABRIEL DE 27 DE NOVEMBRO DE 2015

Canalizado por Shelley Young



Queridos, seu próprio estado de ser – sua luz única, sua divindade, seu alinhamento, sua verdade – nunca foi tão importante quanto é agora.
Incorporar quem vocês realmente são tem um efeito estabilizador incrível no planeta e é estar absolutamente a serviço ao todo.
É tão simples.
Apenas sejam vocês.
Brilhem lindamente em sua singularidade e estarão se assistindo e assistindo outros mais do que vocês poderiam até sonhar.
Vocês são especiais e importantes assim.

Arcanjo Gabriel



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Tradução: Blog SINTESE http://blogsintese.blogspot.com.br

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

ARCTURIANOS – VOCÊS ESTÃO PREPARADOS?

Mensagem dos Arcturianos e de Gaia
Por Suzanne Lie PHD
Em 1º de novembro de 2015



Amados:
Estamos aqui neste AGORA para lhes perguntar se vocês estão preparados para mudar para a próxima oitava de seu serviço. Nós sabemos que vocês ESTÃO PREPARADOS, pois podemos ver em seus corações e mentes. Nós perguntamos por que queremos que vocês ouçam vocês mesmos dizerem: “SIM, ESTOU preparado!”.

Quando o “VOCÊ”, a soma/o total de todas as expressões de seu EU Multidimensional que sempre assumiram uma encarnação em Gaia, sabe que é o AGORA de começar seu retorno ao EU, pode parecer que vocês sempre estiveram “tentando retornar ao seu EU”. Isso está correto.

Entretanto, vocês também estiveram “tentando” permanecer no seu vaso terreno tridimensional. Esse “tentar” permanecer na terceira dimensão era o grande desafio para vocês porque para permanecer em frequência tão baixa de realidade vocês tinham que “escolher se esquecer de seu EU Multidimensional inato”.

Simultaneamente, vocês estavam “tentando” se lembrar de suas expressões dimensionalmente superiores do EU. Por favor, tirem um momento para olhar para trás no seu tempo e se lembrar de como se sentiam como se estivessem fazendo duas coisas opostas ao mesmo tempo.

Sua impressão estava correta, pois estar em dois mundos de uma vez só era exatamente o que vocês eram convocados para fazer. Vocês se voluntariaram a entrar em um estado tridimensional de consciência em que havia conflitos e desafios constantes. Sua missão também era de se lembrarem de que vocês eram seres multidimensionais que se voluntariaram para uma “missão à distância” em uma realidade hostil que estava à beira de destruição em todo o mundo.

A humanidade naquele AGORA não fazia ideia de como estava perto de destruir seu lindo planeta. Depois, 1946 foi uma das noites mais escuras de Gaia. Parecia que a Segunda Guerra Mundial tinha acabado e o “mundo livre” havia vencido.

Sim, isso foi verdadeiro no que se refere que as grandes forças da escuridão perderam essa batalha específica, mas elas simplesmente desceram para o subterrâneo, literalmente foram viver nas cavernas subterrâneas para continuar suas ações sombrias de modos ocultos.

Muitos de nossos valentes voluntários à Gaia assumiram um corpo nessa fase conhecida como “Baby Boomer”. Aqueles que “ganharam” a guerra queriam repopular seu povo e gostavam de sua nova vida de liberdade. Entretanto, a “liberdade” normalmente era uma ilusão porque seu mundo estava em um estado constante de guerra em algum lugar do planeta desde então.

Mas AGORA, queridos voluntários a Gaia, as energias estão mudando. As guerras secretas e as decepções cada vez mais são reveladas, confrontadas diretamente e até resolvidas. Claro, ainda há grande decepção.

Entretanto, como vocês, a nossa equipe à distância, expandem cada vez mais sua consciência, vocês percebem as frequências mais altas de realidade que sobrepõem o holograma tridimensional de separação e dominação.

Nós desejamos elogiá-los por serem os “guerreiros pela luz” incrivelmente valentes que todos vocês têm sido. Vocês podem não perceber os inúmeros modos em que vocês estão “lutando pela luz” por “recusar participar da escuridão”.

Vocês têm escolhido enviar amor incondicional ao invés de medo e armas, e têm se lembrado de chamejar o Fogo Violeta para transmutar o medo e a dominação em amor e liberdade. Vocês podem não perceber que VOCÊS têm feito uma tremenda diferença com essas escolhas dimensionalmente superiores.

Claro, há muitos que não estão cientes – ainda – da versão dimensionalmente superior de Gaia, mas muitos de vocês também estão disseminando a importante informação que vocês estão recebendo de suas expressões dimensionalmente superiores do EU. Nós queremos agradecer a todos vocês por aterrar nossas “Transmissões para a Terra”.

Nós temos enviado essas transmissões desde o encerramento da Segunda Guerra Mundial e durante todo o seu tempo de inúmeras e contínuas guerras conhecidas e desconhecidas. Muitos humanos valentes dedicaram suas vidas e/ou sua liberdade pessoal para contar a Verdade às massas adormecidas, mas todos eles agora estão conosco nas dimensões mais altas de realidade.

Nós estamos revendo o seu passado para elogiar todos vocês pela sua grande coragem e dedicação à Luz durante as muitas décadas da “luz mais escura logo antes do amanhecer”. Nós viemos neste AGORA para parabenizá-los pelo seu grande serviço a Gaia e todos os habitantes dela.

No meio das décadas do Serviço ao Eu corporativo, vocês, nossos incríveis voluntários à Terra, têm dedicado suas vidas ao Serviço aos Outros e também ao seu querido planeta Gaia.

Se vocês soubessem de como os testes nucleares subterrâneos, agricultura corporativa, o corte e a queimada de grandes florestas, selvas e prados e também o que tem sido feito à água e ao céu de Gaia, têm prejudicado imensamente a Terra, o fardo pode ser pesado demais para carregar.

Por consequência, muitos humanos entraram na negação. “Que diferença eu posso fazer? Sou apenas uma pessoa”. Nós enviamos gratidão e parabéns aos muitos de vocês que escolheram arregaçar suas mangas e descobrir o que VOCÊS poderiam fazer.

Nós enviamos esta mensagem para agradecer a todos vocês por se lembrarem de uma das coisas mais importantes que vocês podem fazer é transmutar “apenas uma pessoa” para “todos NÓS somos UM”. Nesse UM está o poder para transmutar seu planeta de volta ao ser imaculado que Ele era para ser.

Nesse Poder vocês estão “Tornando-se UM – Pessoas e Planeta”. Para promover essa transição, Suzille estará ofertando seu livro “Tornando-se UM – Pessoas e Planeta, Volume Um” durante o mês de novembro de 2015. Ambos os livros têm imagens coloridas, pois são arquivos pdf.

Então, para o mês de dezembro de 2015, ela abrirá espaço para “Tornando-se UM – Pessoas e Planeta, Volume Dois” gratuito.

Para fazer o download GRATUITO de Tornando-se UM – Pessoas e Planeta, Volume Um (em inglês) em novembro, por favor, clique no link abaixo:

Em retorno, você gostaria de assinar meu newsletter (em inglês)?
Se sim, dou-lhe as boas-vindas para assinar aqui:

Amados,
Nós, os Arcturianos, também desejamos recordá-los que seu Eu Superior não está ACIMA. Seu Eu Superior está DENTRO. Assim que vocês se dão conta de que seu EU está dentro de vocês, vocês podem refleti-lo para fora no holograma de sua realidade tridimensional.

Como as percepções de seu Eu Superior interior expandem para dimensões mais e mais altas, vocês podem projetar essas frequências mais e mais altas em seu mundo físico. Gradualmente vocês ficarão “fora de fase” com as versões dimensionalmente inferiores da Terra e também “fora de fase” com as projeções humanas que ainda estão presas na necessidade do “poder sobre os outros”.

Progressivamente o holograma 3D de Gaia também ficará fora de fase com a própria frequência em constante expansão de vocês. Então vocês começarão a fluir acima das ilusões da terceira dimensão e em uma frequência mais alta do campo de energia.

Sua “projeção humana 3D” com segurança tornar-se-á uma frequência maior de energia que está ficando mais e mais alinhada com as percepções pentadimensionais de seu Corpo de Luz sempre em expansão.

Aí vocês terão liberado as ilusões de subir e descer, pois seu EU Multidimensional começará a entrar e sair rapidamente da realidade física de Gaia. Para onde vocês vão quando vocês piscam para fora do seu mundo 3D?

Vocês simplesmente ressoam a uma frequência de realidade acima da percepção visual, auditiva e cinestésica da realidade tridimensional. Entretanto, tal como seu Eu Superior sempre pode perceber seu mundo e realidade tridimensional, vocês podem escolher perceber a terceira dimensão por simplesmente abaixar sua consciência.

Entretanto, os nossos em ascensão normalmente estão se esforçando para perceber, experimentar e viver na realidade pentadimensional que tem entrado e saído rapidamente de suas meditações vinculadas à Terra.

Então, eventualmente, vocês assumirão o risco de simplesmente “deixar ir” as suas ilusões tridimensionais. Esse deixar ir abre o portal multidimensional para seu EU verdadeiro. Instantaneamente vocês sentem a sensação profunda de “saudade de casa” do VOCÊ que vocês sempre foram, mas esqueceram.

Essa saudade do seu verdadeiro Lar é baseada no amor incondicional e profunda unidade com o UM que ressoa a essa frequência. Vocês querem deixar a terceira dimensão, mas quando vocês começam a “deixar ir”, vocês ouvem:

“AINDA NÃO”
enquanto uma voz sussurra, grita, berra em sua projeção em ascensão do EU.

“VOCÊ VEIO PARA LEVAR GAIA COM VOCÊ!”

Vocês choram, soluçam, vocês sabem que a voz está certa. Na verdade, a voz é VOCÊ. Portanto, vocês retornam para as ilusões. Vocês retornam para as mentiras, a violência e as contas. Felizmente, quando vocês se reconectam com sua expressão tridimensional do eu, vocês percebem que retornam por AMOR.

Vocês têm retornado pelo amor pelas pessoas, locais e situações que têm preenchido sua vida tridimensional. Vocês também percebem que estão retornando pelo amor que vocês encontraram/criaram pelo seu lar e seu planeta.

Vocês novamente se dão conta de que escolheram entrar nessa missão a partir das dimensões superiores do seu EU para que VOCÊS possam assistir sua Amada Mãe Gaia que também está preparada para voltar ao LAR, para a quinta dimensão e acima.

Bênçãos, nossos queridos voluntários à Terra.

          Nós, os Arcturianos e Gaia,
          Enviamos nosso amor incondicional e agradecimentos incondicional.




Tradução: Blog SINTESE http://blogsintese.blogspot.com.br

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

MENSAGEM DIÁRIA DO ARCANJO GABRIEL DE 19 DE AGOSTO DE 2015

Canalizado por Shelley Young



Por que não entregar o seu dia hoje para estar em seu mais alto serviço?
Estar em serviço não precisa algo grandioso.
Longe disso.
Estar em serviço pode ser tirar uma minhoca da calçada, pegar alguma coisa de uma estante alta para alguém, ou simplesmente ter um sorriso e uma palavra gentil para todos que você vê.
Há um fluxo amoroso e alegria que vêm de escolher conscientemente aparecer como a luz por qualquer um que necessite.

Muitos de vocês temem que estar em serviço será uma tarefa enorme, muito esmagadora, muito difícil.
Longe disso, Queridos.
Quando todos fazem um pouquinho não há essa coisa de carga pesada, e suas oportunidades sempre se encaixarão perfeitamente com o que vocês têm para oferecer alegre e confortavelmente.

Arcanjo Gabriel



Arcanjo Gabriel através de Shelley Young
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Tradução: Blog SINTESE http://blogsintese.blogspot.com.br

quinta-feira, 23 de julho de 2015

MENSAGEM DIÁRIA DO ARCANJO GABRIEL DE 21 DE JULHO DE 2015

Canalizado por Shelley Young



Queridos, quando vocês se entregam ao fluxo de estar em seu mais alto serviço, vocês se tornam um assistente voluntário para o universo, encontrando-se exatamente no lugar certo, na hora certa, para fazer uma diferença.
Pode ser na forma de um sorriso cordial, uma mão auxiliadora, uma palavra de encorajamento ou simplesmente adicionando sua energia a uma área que precisa de um pouco de ânimo.
Vocês se tornam, em essência, uma resposta a uma oração.

Arcanjo Gabriel



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Tradução: Blog SINTESE http://blogsintese.blogspot.com

quinta-feira, 14 de maio de 2015

ANJOS DOS CAMPOS DE ENERGIA: ALINHAR À SUA VERDADE E EU ESSENCIAL

Por Ray Dawn
Em 13 de maio de 2015



Olá para vocês!

Nós somos os Anjos dos Campos de Energia e estamos aqui por notícias de alegria e compreensão para sua nova realidade e sua nave-ser!

Apesar de que vocês podem estar se sentindo esgotados – e com isso nós queremos dizer muitos níveis de sua identidade sendo liberados e vocês estão ficando mais “no fluxo” com sua verdadeira compreensão de realidade – agora vocês estão num alinhamento melhor com o seu bem geral.
Por esse bem nós queremos dizer sua escolha inerente e alinhamento com sua alegria interior e bem-estar geral!

Queridos, agora é tempo de honrar todas as partes de vocês, pois todos vocês tiveram de fazê-lo muito recentemente com os seus Eclipses e alinhamentos galácticos.
Esses eventos são uma oportunidade para vocês honrarem seu eu mais verdadeiro!

Toda sombra define a luz.
Honrar a sombra então se torna necessário, pois o que está escondido dentro de sua sombra é normalmente seus maiores talentos, seu eu verdadeiro, suas habilidades e sua paixão e alegria!
Honrar essa vida em que vocês estão com paixão e alegria agora está perto!

Esse alinhamento lhes trará seu bem-estar geral, saúde, alegria e o verdadeiro saborear seus talentos e paixão!

Tudo que está escondido precisa ser entendido, aceito e digerido para permitir o bem-estar geral em sua frequência.
A frequência em que vocês estão em cada momento é resultado desta harmonia luz/sombra.
Com isso nós queremos dizer seu alinhamento ao que vocês consideram bom e ruim dentro de vocês, alinhamento à sua própria sombra e luz!

Ao mesmo tempo, precisa-se aceitar que todos os seres têm seus próprios sentimentos e como nós aceitamos nossas próprias paixões reprimidas, talentos e desejos, então também isso nos ajudará a aceitar e honrar esse processo dentro dos outros.

Esses desejos precisam ser reconhecidos pelo que eles são – energia da Força Vital!
Essa energia da Força Vital, que é seu fogo criativo, precisa ser aceita e honrada, para que ela possa entrar na forma de modos que honram cada parte de vocês, corpo, mente e espírito.

Permitir e não definir seus verdadeiros sentimentos seria um passo na direção certa, pois é apenas dessa medida que vocês podem novamente começar a reagrupar e se sentir mais cheios de força e é dessa posição que podem honrar mais VOCÊS ao invés de ficarem mais desanimados pelos caminhos ou desejos dos outros e tentarem agradar a eles e seus alinhamentos!

Queridos, cada um de vocês tem forças inerentes, talentos e desejos nessa vida!
Esses aspectos são o seu verdadeiro eu e a verdadeira natureza que alinham com sua essência de alma e também o fogo criativo dentro de seu corpo elemental terreno!
Esse experimento no planeta Terra é de honrar a vida e as forças diferentes por toda a criação que combina de modos únicos para criar um planeta mostrador do caminho.

Que divertido e estimulante!
Cada um de vocês é necessário para alinhar suas formas mais verdadeiras e realidades para vocês poderem trazer sua sabedoria única e talentos para a forma através do fogo criativo e alegria do planeta também!

Quando vocês se alinham à sua própria assinatura única de alma, vocês permitem sua memória celular entrar no todo e através dessa realidade podem alinhar outros por sua própria presença em sua própria verdade!
Isso permite todas as partes entrarem na memória coletiva e na alegria!
Sejam sinceros com seu próprio eu-alma único e originem o acontecimento do amor e rejuvenescimento!

Esse realinhamento está combinando todas as partes de luz e escuridão internas, abrindo vocês para a sua verdade e, diretamente através disso, a verdadeira alegria de ver e saber que vocês estão conectados a tudo!
E como um subproduto, através desse despertar interior, está tudo que vocês já estão procurando “lá fora” como amor, abundância, alegria, rejuvenescimento, consciência crescente da alma e onipotência.

Ao deixar ir e autorizar quem vocês são, tudo é feito, tudo é alinhado através de vocês, igual a um relógio gigante que pode retornar ao alinhamento com todas as suas partes para que possa voltar a funcionar direito!

Enquanto todo o tempo/espaço é reorganizado a seu favor, deixem ir, abram seu coração e se lembrem de quem vocês escolheram ser para fazer este jogo aqui.
Estejam no conhecimento de que vocês são um e dessa posição vocês podem autorizar a paz, alegria e beleza livre para surgir através de vocês, para animar vocês e permitir que vocês estejam outra vez em amor com seu mais querido eu.

Nós amamos cada um de vocês e podemos ser invocados para seu processo individual.
Nós somos os Anjos dos Campos de Energia e sempre estamos em serviço, apoiando seu coração despertando nesta esfera amada!

Nós lhes agradecemos!
Saibam que vocês são esse amor que vocês procuram.
Alinhem-se com o seu eu mais profundo e lembrem-se disto: a verdade das eras.
Que assim seja e assim será dentro de seus caríssimos corações!

Em amor,
Nós somos UM...




Ray Dawn
Copyright Ray Dawn 2010-2015
Sinta-se à vontade para repostar contanto que seja dado o crédito à canalizadora, nada será alterado e que seu website seja incluído.
Obrigada e bênçãos!

Tradução: Blog SINTESE http://blogsintese.blogspot.com

quarta-feira, 13 de maio de 2015

HÁ MUITOS MODOS DE SER UM GUERREIRO

How-ta-shai conta sua história
Por Suzanne Lie PhD
Em 1º de maio de 2015




ESTADOS UNIDOS, SÉCULO XIX

Esse menino nasceu para ser um guerreiro.
Assim que pôde andar, ele se lembrou de querer montar um cavalo.
Se sua mãe não o vigiasse, ele correria para onde os cavalos estavam presos e tentava andar entre eles.
Bastante notável: ele nunca se machucou.
Muitas vezes ele escapava dos olhos dos adultos que estavam cuidando dele e corria para os cavalos.
Assim que os adultos perceberam que ele não se machucaria, eles permitiram que ele fizesse isso.
Talvez ele pensasse que era um cavalo ao invés de um com “duas pernas”.
Ou talvez ele apenas apreciasse a força dos cavalos.

Como todos suspeitavam, ele se tornou um excelente cavaleiro e todos sabiam que ele seria um guerreiro valente até que a coisa mais inesperada aconteceu.
Ele caiu de seu cavalo.
Na verdade, ele tinha certeza de que uma força invisível o empurrara.
Ele tinha treze anos e era sua primeira caça a búfalos.
Ele estava se sentindo como um homem, mas não agia como um porque ele pensava que era melhor do que o cavalo: ele era o caçador.

Seu orgulho o pôs em apuros.
Ele não estava respeitando o cavalo ou o búfalo, e quando o cavalo virou rapidamente para a esquerda, ele foi para a direita.
Ele estava tão ligado no ato de ser um “homem” que se comportou como um garotinho e se esqueceu de sua primeira lição.
Ele e o cavalo eram um.
E então, em sua arrogância, ele caiu do cavalo bem no caminho de um búfalo furioso.

Pior ainda, ele caiu sobre seu ombro e seu braço direito ficou inoperante ao seu lado.
Ele agarrou sua lança com a mão esquerda e, tal como o Espírito o havia empurrado do cavalo, o Espírito guiou seu braço e ele atingiu o búfalo com sua lança.
O animal gigante não morreu com um golpe, mas cambaleou.
Isto deu ao menino tempo para se levantar e correr para seu cavalo que esperava por ele apesar do grande perigo.

Com o braço que estava bom, o garoto conseguiu subir no cavalo e foi para a segurança.
Os outros caçadores testemunharam essa cena e liberaram o búfalo da vida.
O jovem caçador tinha dado o primeiro golpe em um búfalo poderoso e ele era um herói.
Entretanto, ele se conscientizou quando seu braço ficou inoperante ao seu lado de que ele jamais seria um guerreiro.

Seu ombro curou muito mais depressa do que seu coração.
Ele recuperou a maioria do movimento de seu braço, mas ele não podia atirar uma lança ou usar um arco e flecha.
No final, ele aprendeu a usar seu braço o suficiente para caçar, mas ele não tinha a força para entrar numa batalha.
Então ele se preocupou.
Sua vida estava acabada.
Ele não era um guerreiro.
Ele mal era um homem!
Como ele poderia viver com essa deficiência?

Ele era inútil.
Sua vida acabara antes de ter a chance de começar.
Ele saía supostamente em viagens de caça, mas ele não tinha vontade de caçar.
Ele nem apreciava montar seu cavalo.
Ele tinha que partir de sua tribo.
Ele não tinha nada para oferecer e era egoísmo da parte dele ficar.
Ele não sabia para onde ir.
Ele somente sabia que tinha que partir.

Um dia, antes de amanhecer, ele reuniu umas poucas coisas e saiu da tenda antes dos outros acordarem.
Ele se dirigiu para o oeste, longe do sol nascente e longe de seus sonhos.
Ele não sabia para onde estava indo ou por quê.
Ele não se importava.
Por dias e dias ele caminhou.
Ele não havia trazido seu cavalo, pois um guerreiro precisava do animal e ele não tinha o direito de levá-lo consigo.

Após o sol nascer e se pôr muitas vezes, ele chegou a um território que era novo para ele.
No final do segundo ciclo da lua, ele estava perdido.
Claro, ele não estava perdido no sentido de que não poderia ir para casa; mas ele estava perdido no que tange a não fazer ideia de onde estava indo ou do que iria experimentar em seguida.
Ele não estava com medo.
Nada pior poderia acontecer a ele.
Talvez se ele perdesse seu passado, ele poderia encontrar um futuro.

À distância ele viu um penhasco alto e decidiu que subiria ao topo para procurar sua visão.
Ele enterrou suas provisões no sopé do penhasco, pois não precisaria de alimento ou conforto, e começou sua subida.
O caminho até o topo era muito íngreme, com pedras soltas e poucas coisas em que se segurar.

Após quase cair por várias vezes e desejando ter a força de um homem nos dois braços, ele finalmente chegou ao topo do despenhadeiro quando os últimos raios de sol estavam baixando no horizonte.
Ele encontrou um pequeno nicho em que sentar e se enrolar para esperar.
A noite foi ficando cada vez mais fria, mas ele mal notou.
Ele jurou que não se moveria até ter recebido sua visão.
Com cada hora, ele mergulhou mais e mais profundamente em si mesmo.
No amanhecer ele estava num transe profundo.

Gradualmente uma tempestade se formou ao seu redor.
Parecia o eco da tempestade dentro de sua alma.
O clima ficou cada vez mais frio e o vento ficou gelado.
Ele sabia que em breve nevaria.
Muitas luas haviam passado desde sua lesão.
As planícies e a dor de sua vida desperdiçada agora pareciam muito abaixo dele.
De seu poleiro no despenhadeiro, ele sentiu como ele participava da força crescente da Natureza, e cada vez menos participava de seu corpo físico.

Quando o vento o açoitava, ele podia sentir seu Espírito sendo transportado.
Ele desejava voar como o vento e troar como o trovão e estar livre de uma vez por toda das limitações de seu corpo lesado.
Sua raiva e sua decepção enchiam seu coração e mente e ele desejava deixar a prisão de barro de seu corpo.

Avô, ele gritou para o vento uivante, leve-me com você!

Ele se entregou à influência da tempestade da natureza e com um clarão de raio, ele foi retirado de seu corpo.
Ele olhou para baixo e viu uma pequena forma vazia agarrada ao lado de um despenhadeiro e vagamente pôde se lembrar de que era ele.
Ele se deixou levar pelo vento como um pássaro.
Seu Espírito não conhecia limites e a turbulência no ar somente aumentava seu entusiasmo.
Ele não sabia onde estava ou para onde ia.
Ele não se importa se iria voltar para aquela pequena casca.

Agora ele estava no Lar.
Ele era o vento e o céu que o mantinha.
Ele foi elevado mais e mais alto de onde ele estivera e de quem ele já fora.
Ele pareceu perder a consciência por um momento e quando despertou, ele se encontrou nas planícies.
Ele estava sozinho, exceto por um búfalo que era branco como a neve.

Eles estão chegando para nos matar! – disse o búfalo. Eles ganharão o poder sobre vocês por nos matar e não há nada que nós possamos fazer para impedi-los.

Com essas palavras o búfalo virou e foi embora.

O Espírito do Índio correu atrás dele com muitas perguntas.

Quem são “ELES”? Por que eles querem o poder sobre nós? Como eles podem matar vocês?

Mas o búfalo era somente um animal agora.
Não era mais branco e estava sozinho.
O homem se virou e viu muitos montes à distância.
Ele não conseguia decifrar, então foi para mais perto a fim de investigar.

Quando se aproximou, ele viu que os montes eram búfalos mortos – milhares deles, mortos pelo prado.
Alguns estavam sem o couro, mas a carne preciosa foi deixada para estragar ao sol.
Alguns estavam feridos e deixados para sofrer e ter uma morte lenta.
Alguns eram vitelos e alguns eram fêmeas prenhas.
Que atrocidade era essa?

Quem poderia fazer uma coisa dessa e por quê?
As palavras do búfalo branco ecoaram em sua cabeça: Eles ganharão o poder sobre vocês por nos matar.

Ele devia impedir essa carnificina.
Ele não podia permitir que isso acontecesse.
Ele devia retornar para sua tribo e avisar.
Ele não podia abandonar seu povo na hora da necessidade.
Com esse pensamento, de repente ele ficou ciente de si abaixo de seu Espírito, comprimido contra a lateral de um despenhadeiro.
Ele parecia tão morto como o búfalo na planície.

Seu rosto estava branco, seus lábios roxos e havia neve ao seu redor.
Ele precisava voltar ao seu corpo antes que fosse tarde demais.
Ele se esforçava para voltar, mas o próprio vento que lhe dera liberdade agora estava causando sua morte.
As correntes de ar estavam fortes e o afastavam de seu corpo.
Ele sabia que para voltar ao corpo ele teria que QUERER viver.
Ele tinha que lutar pelo direito de estar vivo – vivo com um propósito.
Ele devia voltar e ajudar seu povo.

Gradualmente ele pôde se sentir indo para seu corpo.
Ele se esticou como se pudesse se puxar de volta a ele.
Quando finalmente ele o tocou, o corpo estava gelado.
Era tarde demais.
Ele já estava morto.
Se ele entrasse agora em seu corpo, talvez ele fosse um fantasma, preso para sempre entre dois mundos, mas ele tinha que arriscar.
Ele tinha que acreditar que podia se recuperar até estar saudável.
E então, de repente, tudo ficou escuro e ele estava com frio, muito, muito frio!
Ele tentou se mexer, mas não conseguia.

Seus braços e pernas estavam congelados, e ele não podia sentir os dedos da mão ou dos pés.
Ele se enrolou todo tentando manter dentro de si qualquer aquecimento que pudesse.
Ele tinha que se aquecer.
Gradualmente ele descobriu que podia rastejar.
Na verdade, ele estava se arrastando com seus cotovelos.
Parecia haver uma reentrância logo à frente, talvez fosse uma caverna.

Após o que pareceu ser um longo tempo, ele chegou à entrada da caverna.
Ele rolou para ela, mas ela era em declive e ele rolou sem controle.
Rolou, rolou até que de repente parou em algo grande e peludo.
Era um urso.
Ele não se importou.
Era quente.
Ele caiu no calor dessa pele e desmaiou.

Ele não sabia por quanto tempo esteve inconsciente, mas quando acordou, ele estava quente, ou pelo menos não estava gelado.
E ele podia se movimentar.
Suas mãos e pernas obedeciam aos seus comandos, mas seus dedos das mãos e pés estavam queimando como se um milhão de abelhas o estivessem picando.
Esfregando as mãos, ele desejou sentar-se e orientar-se.
Gradualmente, conforme seus olhos se acostumaram à escuridão, ele descobriu que estava sozinho.
Mas no chão ao seu lado estava uma pilha de raízes.
Elas estavam praticamente congeladas, mas eram comestíveis.

Por que havia essa pilha de raízes na caverna?
Ele sabia que não as tinha levado para lá.
Ele ainda não estava certo de onde estava ou como havia chegado ali.
Então ele se lembrou de sua visão e seu esforço para voltar ao seu corpo congelado, sua queda na caverna e o urso.
Ele nunca ouvira falar de um urso que levava comida para a sua caverna.
Mas era comida e ele estava faminto.
Ele começou a comer as raízes e assim que começou, não houve nenhum outro pensamento até que comeu todas elas.
Quando terminou de comer, sentiu sede e se arrastou para a entrada da caverna, surpreso com como fraco ele ainda estava, e comeu um pouco de neve.

Onde estava o urso?
Ele achou outra caverna ou ele estava em sua última busca por comida antes da hibernação?
Se fosse esse o caso, ele precisava partir antes do urso voltar.
Mas, com a ideia de deixar o abrigo da caverna, ele percebeu que ainda estava fraco demais.
Se fosse para o urso matá-lo, já o teria feito.
Além disso, com certeza ele não conseguiria sobreviver lá fora.
Ele se arrastou de volta para a parte mais profunda da caverna e caiu no sono.

Várias vezes ele chegou à beira do estado desperto e se lembrou de um enorme monte peludo encostado em sua forma adormecida.
Ele se sentia seguro, quente e voltava para as profundezas do sono.
Quando ele acordava completamente, normalmente encontrava mais raízes, que ele comia com grande apetite.
Às vezes o urso estava lá, às vezes não.
Finalmente, após um período de tempo indeterminado, o homem foi capaz de permanecer desperto tempo suficiente para refletir sobre sua situação.

Desta vez, quando ele acordou, ele encontrou o urso dormindo profundamente na profundeza mais distante da caverna.
Era quase como se o urso soubesse que o jovem homem estava bem agora e então ele entrou em seu sono de inverno.
O homem percebeu que o urso tinha lhe trazido as raízes, o manteve aquecido e que, de fato, salvara sua vida.
Este era um presságio poderoso sobre o propósito de sua vida.
A natureza o salvara e ele precisava pagá-la por isso.
A ele foi concedida a Medicina do Urso e ele aprenderia a utilizá-la.
Por dois invernos ele viveu naquela caverna com o urso.
Como ele sobreviveu ao primeiro inverno ele tão tinha certeza.
Quando ele recuperou força suficiente, ele se arrastou até o pé do penhasco e desenterrou seus suprimentos por debaixo de um monte de neve.
Ele dormia muito e se aconchegava com o calor do urso.
De alguma forma ele sobreviveu com os suprimentos que ele recuperara e com alguns animais pequenos que ele pegava fora da caverna.

Seus primeiros ensinamentos se deram no estado de sonho.
Noturnamente ele se encontrava com o Grande Espírito e recebia muitas instruções.
Ao acordar, ele caminhava na neve para tentar ancorar essas instruções em sua forma física.
Foi durante essas caminhadas diárias que ele aprendeu a se conectar com a Natureza de uma forma que nunca se conectara antes.
Tudo da Natureza estava adormecido, como ele, nas profundezas do inverno, mas o Grande Espírito nunca adormecia e tornou-se uma companhia constante para o homem.

A pessoa que ele sempre conhecera como ele agora estava morta, e ele ainda não dera à luz seu novo eu.
Ele estava grávido dele.
Ele estava gestando uma nova essência lá do fundo que era alimentada toda noite em seu estado de sonho.
Assim como a primavera começou a despontar, a semeadura de seu novo eu começou a despontar.
O urso despertou e o deixou sozinho na caverna.
Ele se surpreendeu em como se sentiu sozinho.
Ele, também, deixaria a caverna para fazer para si um abrigo encostado ao despenhadeiro que ele subira naquele fatídico dia no início do inverno.

Quando ele viu a vida nova da primavera ao seu redor, ele começou a criar uma vida nova dentro de si mesmo.
Seu novo eu era totalmente uno com toda a Natureza.
Como seus cavalos, ele podia farejar a água e não importava quanto ele tinha que se afastar de seu abrigo, ele sempre podia voltar.
Ele se alimentava como seu amigo urso: peixe dos rios e de um lago próximo, bagas, raízes e pequenas criaturas.

Um dia, enquanto comia bagas, ele sentiu uma estranha metamorfose assumir seu corpo.
De repente suas mãos ficaram muito grandes e peludas e suas costas apresentaram uma curvatura estranha.
Seu faro ficou tão forte que ele ficou tonto.
Ele caiu de quatro e começou a correr pelos bosques com uma velocidade inacreditável.

Ele se perguntou se apenas se sentia como um urso ou se alguém fora dele realmente o via como um urso.
E então ele farejou o aroma mais magnífico que já sentira: o de uma ursa.
Ele foi até ela lentamente na direção a favor do vento.
Mas ela era muito esperta para ele, e virou-se para encará-lo.
Ela farejou como se estivesse confusa com o cheiro dele.
Ele ficou em suas pernas traseiras, levantou suas patas e rugiu para impressioná-la.
Ela não tinha nenhum filhote e estaria em breve preparada para acasalar.
O homem/urso se virou e correu montanha acima, deixando-a esperando pelo seu retorno.

Ele acordou na margem do riacho ao lado da área de bagas.
Ele estava nu e as roupas que ele tinha estavam em retalhos ao seu redor.
Como ele teve força para retalhar suas roupas sem uma faca?
Seria verdadeiro?
Ele fora um urso ou foi somente uma visão?
Importava?
Agora ele vivia em dois mundos, o Mundo do Espírito e a Terra de seus Pais.
Ele podia ir e vir e nunca perceber que tinha mudado de realidades.
Ele perdeu sua mente ou simplesmente a trocou por seu Espírito?

Enquanto foi um urso, ele viu alguns cogumelos.
Ele iria colhê-los e guardá-los para a lua cheia, que viria em uns poucos dias.
Ele se conscientizou de que havia alguma coisa importante que ele devia fazer.
O Avô Céu e a Avó Terra o chamavam.
Ele jejuou por três dias e permaneceu nu como estava quando acordou ao lado do córrego.
Então era a hora.

A lua estava cheia e alta no céu.
Ele abençoou os cogumelos nas quatro direções e os ofereceu ao Grande Espírito, e os comeu lentamente.
Rapidamente a náusea o tomou, mas ele não vomitou.
Deitou-se e olhou fixamente a lua.
E ela parecia estar falando com ele.

Lembra. Lembra, meu guerreiro?
Lembrar do quê? – ele se perguntou.
Ela estava zombando dele?
Ele sabia que jamais poderia ser um guerreiro.
Ah, mas existem muitos tipos de guerreiros, disse ela.
Eles só diferem na escolha de suas armas.
Não posso segurar uma arma. Nem como um urso, meu único braço seria mais fraco.

A voz ignorou sua reclamação.
Sua arma será seu remédio.
Não tenho remédio, ele argumentou.
Se você se lembrar de quem você é, você terá seu remédio. Se o urso reconheceu você, por que você não se reconhece?
Mas quem será meu mestre? Estou sozinho na natureza selvagem.
Sim, você está certo. A natureza selvagem será sua mestra.

E então a voz se calou e ele teve muitas visões.
Ele viu homens trajados de azul montados como caçadores e com bastões de fogo.
Eram muitos, muitos mesmo.
Ele viu incêndios e mulheres e crianças fugindo em pânico.
Os homens sumiram.
Onde eles estavam?

Como eles puderam abandonar suas famílias?
Não, eles não tinham abandonado.
Ele viu os guerreiros esperando pela batalha, mas os homens de azul estavam com medo deles e somente atacavam mulheres e crianças.
Esses inimigos não tinham honra?

Então ele viu árvores nuas.
As folhas sumiram e as árvores estavam alinhadas e unidas para prender alguma coisa.
Ele tinha que libertar o que estava preso dentro delas.
Ele batia na madeira procurando por um modo de entrar, quando ouviu risadas.
Ele olhou para cima e viu um homem de azul dentro da fileira de árvores com sua cabeça e ombros olhando de cima das árvores mortas e abaixo dele.
O homem ria e ria.

NÃO! – ele gritou. Não quero essa visão. Ela é o mal!
A voz voltou. Ciclos terminam como a mudança da lua. Mas como a lua sempre volta, voltará o Povo!

A visão seguinte que ele teve ele não conseguiu entender.
Lá estava seu povo, somente não tinha espaço ao redor dele.
Não havia planícies.
Não havia búfalo.
Os guerreiros deitados como idosos doentes, sentados encostados às árvores e bebendo aguardente.
Eles pareciam morar em tendas que não eram do formato de roda medicinal, mas eram planas com alguma coisa brilhando em cima.
Ao seu redor havia coisas que pareciam mais com cavalos de ferro, mas eram menores e pareciam que estavam quebradas.

Todos estavam tristes e abatidos.
E então aconteceu.
Com uma pancada da velha porta de madeira, alguém saiu de uma tenda.
Ele era um guerreiro totalmente preparado.
Estava pintado e trajado para a guerra.
Ele trazia seu melhor arco e flecha.
Ele não queria o bastão de fogo do homem branco.
E na sua outra mão, mantido no alto, estava algo que brilhava.
Algo que quase queimava, mas não queimava.

Era como a luz do sol e se espalhava por todo o acampamento.
Um por um, os homens preguiçosos, doentes se levantavam e eram transformados em guerreiros poderosos.
O chefe ergueu ambos os braços para o céu e convocou o Mundo do Espírito.
Ele olhou para o rosto do guerreiro e em esse único rosto ele viu os rostos de seu Povo.

Então todos recuaram.
Ele não viu mais nada.
Ele tentou recuperar.
Ele queria se lembrar de tudo, mas não conseguiu permanecer acordado.
Alguma coisa estava puxando seu Espírito.
A última coisa que viu foi sua forma nua deitada no chão da floresta.

Quando ele acordou, o sol estava alto.
Ele rastejou até o córrego e rolou para ele.
Ele ficou ali praticamente o dia todo, entrando e saindo da água até que, finalmente, ele tinha que encontrar alimento.
O que essa visão poderia significar?
Como a natureza poderia lhe ensinar o remédio?

Ele passou o resto do verão respondendo a essa mesma pergunta.
A visão ainda era um mistério, mas a natureza era a sua mestra.
O céu o ensinou como ser livre.
Os pássaros o deixaram usar seus olhos para ver a terra lá embaixo.
As árvores lhe ensinaram onde encontrar raízes e outros elementos comestíveis.
As abelhas encontravam para ele o mel, e todas as criaturas falavam com ele numa língua sem palavras.

Enquanto ele cruzava as matas, ele sabia que de algum modo essa casca poderia curar a dor e essa flor aliviaria o ardor em uma ferida.
A Natureza lhe deu seus segredos.
Com os dias mais curtos e as noites mais frias, suas lições continuaram.
Então ele soube que era hora de voltar para sua ursa.
Eles realmente acasalaram ou era uma visão?
Tudo o que ele podia lembrar era que eles pareceram se tornar um único ser.
Ela realmente era uma ursa ou era seu Guia Espiritual?

O inverno chegou e ele sabia que ia hibernar como um urso.
Ele juntou toda sua alimentação e um cervo velho deu a vida por ele.
Seu companheiro urso lhe disse onde encontrar o cervo.
Deste presente da Natureza ele fez suas roupas para o inverno e reuniu suas provisões.
Quando foi para seu descanso de inverno, o urso estava esperando por ele.
Ele olhou para seu companheiro de duas pernas e caminhou lentamente para o fundo da caverna.

O homem raramente fez caminhadas nesse inverno.
Ele estava muito ocupado sonhando.
Ele caminhava pelos céus com os Avós e retornava à Avó Terra somente para comer e se aliviar.
Quando a primavera chegou, ele estava preparado.
Ele não sabia para o quê, mas ele estava preparado.
Um dia ele acordou e o urso tinha partido.

Ele sabia que ele, também, agora devia deixar a segurança da caverna.
Ele reuniu suas poucas posses, pois ele sabia que não voltaria.
Ele recebera suas lições.
Ele aprendera sua Medicina.
Agora ele devia usá-la para o bem de seu povo.
E retornaria agora.
Ele tinha algo para compartilhar.
Ele era um guerreiro e sua arma era sua Medicina.

Ele decidiu dar uma última volta pelo vale para se despedir e para pegar provisões para sua longa jornada de volta para casa.
Toda árvore e toda folha da relva pareciam conhecê-lo.
As flores viravam para a sua direção, e os animais, insetos e pássaros pareciam reconhecê-lo.
Finalmente, com a tristeza da despedida e a alegria da esperança e propósito, ele virou uma última vez ao chegar à borda do vale.
O que era aquilo que ele viu à distância?
Sim, era sua companheira ursa.
E ao lado dela estava um pequeno filhote.

Mas o que essa visão significava? – perguntou Shature.

O rosto de How-ta-shai empalideceu e entristeceu.

A visão era a Verdade, apesar de que eu levei muitos anos para saber disso.

Ele moveu sua mão para a sua direita, em direção do homem moribundo.
Uma Índia estava entrando na tenda com uma pequena cumbuca de comida e um odre de água.
O velho gesticulou para que ela levasse embora.

Eu não irei comer até os Casacos Azuis permitirem nós colocarmos nossas tendas fora das muralhas deste forte.

A jovem mulher meneou com tristeza e respeito e saiu da tenda com a comida intocada.
Ela olhou para o Comandante do forte que estava entrando em seu alojamento, colocou a comida no chão na frente da tenda e foi embora.

O Comandante não gostava desse trabalho.
Qual era o sentido de torturar mais aquelas pessoas?
Toda manhã, quando ele entrava em sua sala, eles colocavam a comida do velho Curandeiro do lado de fora da tenda.
E toda noite eles retiravam o mesmo prato cheio de comida quando o comandante saía de sua sala.
Ele soube que cada membro remanescente da tribo sacrificava uma pequena parte de sua quase intragável comida como um gesto de apoio ao seu único guerreiro que restara.

O Comandante servira na Guerra Civil e lutara em muitas batalhas heroicas, mas ele não via propósito em continuar envergonhando essas pessoas pobres e derrotadas.
Entretanto, suas ordens eram para mantê-las dentro dos limites do forte.
Para onde elas iriam agora?
Restaram tão poucos.
Os guerreiros estavam mortos ou presos.
Mas ele tinha que obedecer a suas ordens, não tinha?

E então, numa manhã, enquanto ele subia as escadas para sua sala, ele virou-se para ver a cena familiar da comida em frente da tenda daquele velho homem.
Mas, o que ele viu foi mulheres desmanchando a tenda e envolvendo o velho Curandeiro com a pele fúnebre.
Todas elas se voltaram e olharam para o rosto do Comandante e seus olhos demonstravam orgulho e amor.
Até as crianças pararam para garantir que ele sabia o que havia acontecido.

O Comandante vira muitas coisas terríveis em sua longa carreira militar, mas a simples visão da perda de um homem velho e corajoso atingiu seu coração.
Ele descobriu que tinha que se apoiar no pilar do alpendre para recuperar sua compostura.
Então ele chamou seu Tenente e disse com sua mais poderosa voz:

Tenente, diga a essas pessoas para montar suas tendas fora do forte!

***

Quando o Curandeiro terminou sua história, Shature sentiu a profunda tristeza do “Povo”.
Ela tinha ouvido a história com seu coração e estava admirada com a coragem de How-ta-shai.
Ela poderia ser uma guerreira valente assim quando retornasse à Terra?

Há muitos modos de ser um guerreiro, falou How-ta-shai.
Lembre-se de minha história.
Eu tive que perder minha capacidade de ser um guerreiro do modo que eu queria para ser um guerreiro do modo que era o meu destino.
Eu não compartilhei com você os muitos anos em que eu fui de grande serviço para o meu povo.
Esses foram anos cheios de felicidade, serviço e amor.
Depois eu tive que aprender a manter esse amor vivo durante anos e anos de dor, sofrimento e perda.

Em minha morte, a única coisa que me restou foi o próprio Amor.
Amor por algo maior do que o mundo material.
Amor por um ideal.
Eu me sacrifiquei como um símbolo do amor que eu mantinha pelos desígnios do meu povo.
Levou uma vida de serviço para alcançá-lo, mas agora eu posso lhe dar um amor que é transpessoal e além das emoções humanas.
Esse amor é um campo de energia e um raio de poder.
Leve esse meu presente e mantenha-o em seu coração.

O Curandeiro se levantou e Shature seguiu seu exemplo.
Ele deu a volta na fogueira e a abraçou, coração a coração.
Ela pôde sentir sua energia de urso, seu amor pela Natureza, e toda a sua dor que ele transformara em sabedoria.
Sim, ela manteria esse presente para sempre, além de toda vida e morte, dentro de seu Coração.



Do livro “Reconstructing Reality”, de Suzanne Lie.

Tradução: Blog SINTESE http://blogsintese.blogspot.com