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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

O DIÁRIO – PARTE 7

UM PRESENTE INESPERADO
Por Suzanne Lie PhD
Em 23 de agosto de 2015



~ LISA & BRUCE ~
Quando Lisa terminou a mensagem sobre receber dinheiro de sua mãe, ela não sabia se estava triste ou zangada. Talvez fosse uma combinação dos dois, igual à sua vida inteira. Felizmente, antes de ter qualquer emoção, ela arrancou as duas páginas do diário, dobrou bem e pôs no bolso de seu roupão.

Isso significava que sua mãe estava certa e ela não deveria confiar em Bruce? Ou, talvez significasse que ela teve sabedoria suficiente para me dizer para esconder a nota e descobrir por mim mesma. Com a nota seguramente posta no bolso, ela largou o diário e se levantou para ir à cozinha pegar chá. Ela estava tão entregue ao seu pensamento que quase trombou com Bruce.

“Ei”, ele disse enquanto punha seu braço ao redor dela. “Por que se levantou?”

“Ah, eu tive um sonho estranho que nem posso lembrar e não pude voltar a dormir”, ela mentiu. “Pensei em ler um pouco o Diário, mas decidi que antes precisava de um chá.”

“Esqueça o chá, volte para a cama comigo”, Bruce disse amorosamente.

“Está bem”, ela disse relutantemente. Ela acabara de começar a confiar em Bruce, mas agora essa carta da mãe fez Lisa duvidar dele novamente. Sua mãe não era uma mãe carinhosa e acolhedora, como até ela admitiu, mas quase sempre ela estava certa em suas previsões.

Ela ficou surpresa por ter caído de novo no sono e levantar várias horas depois. Bruce não estava mais na cama. Ela instintivamente pegou seu roupão e descobriu que a nota de sua mãe ainda estava no lugar, mas estava dobrada de modo diferente? Ela acabara de levantar da cama e estava colocando o roupão quando Bruce entrou.

“Oi, querida, tive que telefonar para garantir que as crianças saíssem para a escola em ordem. Eu tipo que assumi o papel de pai principal.”

Por que essa sentença enviou um calafrio costas abaixo de Lisa? Agora ela duvidava dele novamente. Ficou muito melhor quando a dúvida tinha desaparecido. Mas visto que ela voltara, Lisa escondeu a nota enquanto Bruce estava no chuveiro e foi para o outro banheiro tomar banho.

“Vamos tomar café naquele restaurante legal. Então podemos voltar e ler mais do Diário. Amanhã podemos ir para casa, pois minha mãe precisa ir embora e eu preciso voltar ao trabalho.”

Lisa balançou a cabeça como concordando, mas ela sabia que não voltaria com ele. Ela se sentia culpada por ficar longe de seus filhos por muitos dias, mas ela tinha que entender toda essa coisa sozinha. Ela encontraria uma razão para ficar mais tempo.

Eles deram uma caminhada agradável e tiveram uma boa refeição. Quando voltaram, Bruce foi direto para o sofá e sentou-se. Lisa sentou ao seu lado, mas não parecia igual à noite anterior. Ela estava pensando profundamente sobre a nota de sua mãe e praticamente esqueceu que Bruce estava sentando ao seu lado.

“Como mamãe podia conciliar sua vida na Nave e ainda estar ligada a esta vida?” Lisa perguntou-se em voz alta.

“O que você quer dizer com sua vida na Nave?” perguntou Bruce.

“Bem, a história de Jaqual era toda sobre naves, certo?” gaguejou Lisa enquanto pegava o Diário da mesa e o passava a Bruce. “Você lê ou leio eu?” disse ela tentando parecer calma.

Silenciosamente Bruce pegou o livro e começou a ler. A próxima mensagem era de um grupo de que nunca tinham ouvido falar.

~ DIÁRIO DE BEVERLY ~
18 de novembro de 1998
Saudações de A.C.E.A.
Nós somos: “Toda Consciência da Ascensão da Terra”.

Nós somos a consciência de grupo da Terra pentadimensional. Nós nos chamamos ACEA porque a combinação dessas quatro letras tem a mais alta ressonância. Nós representamos o aterramento da Consciência de Unidade pentadimensional na matriz da Terra tri e tetradimensional. Sempre estamos em busca de outro membro consciente.

Nós dizemos “consciente” porque TODOS no planeta tem um eu pentadimensional e TODO ser pentadimensional da Terra é um membro do ACEA. ACEA não é um clube a que se deve associar. ACEA é uma ressonância, traduzida em uma palavra, que representa a consciência combinada da Terra pentadimensional. Na quinta dimensão não pode ser de outro modo.

Toda consciência está unida em comunicação consciente o tempo todo, tal como agora vocês se associam com seus celulares e outros dispositivos de comunicação. Tal como vocês são indivíduos, nós também somos indivíduos. Entretanto, nós não precisamos de celulares ou quaisquer outros dispositivos mecânicos para comungar e comunicar uns com os outros.

Deixe-nos levá-la a uma jornada para a Terra pentadimensional. Sim, nós sentimos sua confusão porque alguns textos falam sobre a “formação da Terra pentadimensional”. Mas, claro, você sabe que são as dimensões mais baixas que são formadas a partir das mais altas; não o contrário. Portanto, a quinta dimensão existe antes da existência da terceira e da quarta dimensão. Nós estamos cientes de que você precisa dar continuidade ao seu dia. Nós retornaremos quando estiver pronta para se comunicar mais conosco.

Até lá,
Saudações de ACEA

BRUCE CONTINUOU A LEITURA SEM UMA PAUSA SEQUER.

02 de dezembro de 1998
Saudações de ACEA.
Sim, nós existimos. Nós somos reais. Nós lhe dizemos isso porque você não voltou a este Diário desde a nossa última comunicação. Estamos felizes por ver que você voltou para se comunicar mais conosco. Permita-nos falar mais sobre nós.

Nós somos representantes da Fraternidade e Irmandade da Luz com quem você tem se conectado por muitas de suas décadas. Nós nos comunicamos com você e com muitos outros de dimensões mais altas através dos planos internos de realidade. Nós somos diferentes dos “alienígenas” no que tange a que todos nós temos corpos terrenos.

Entretanto, nós também somos “alienígenas” porque todos nós somos capazes de contatar pelo menos algumas das nossas personas “de fora do mundo” que simultaneamente vivem nas dimensões superiores de outros planetas e naves. Estamos contentes por você ter encontrado tempo para se unir a nós novamente.

Agora nós a levaremos a um tour pela Terra pentadimensional. Como já lhe dissemos antes, a Terra pentadimensional sempre existiu. A criação viaja das dimensões mais altas para as mais baixas. Portanto, se há uma Terra tridimensional, então tem que haver uma Terra pentadimensional.

Nossa tarefa é conectar conscientemente os dois mundos. Há uma quarta dimensão entre a terceira e a quinta dimensão que alguns chamam de Plano Astral. Nós, entretanto, juntamos o Plano Astral com o Plano Físico. Quando falamos de conexão consciente com os dois mundos, realmente são três mundos: físico (terceira dimensão), astral (quarta dimensão) e a quinta dimensão.

Nós chamamos a Terra pentadimensional de Gaia, porque Gaia é o Nome da Alma da Terra. A Alma da Terra é pentadimensional tal como as Almas de todos os Seus habitantes. Portanto, sempre que nos referirmos a Gaia, estamos nos referindo à Terra pentadimensional. Cremos que cuidamos de todas as introduções exceto de recordá-la que nós somos uma Consciência de Grupo. É por isso que nós nos referimos como “nós”.

Você automaticamente é uma parte desse “nós” porque você é capaz de se comunicar conscientemente conosco. Não há iniciação ou ritual necessário para entrar no nosso grupo. Tudo que você precisa fazer é estar conscientemente ciente de nossa presença e interagir conosco do modo que você preferir.

Se sua força criativa flui mais naturalmente escrevendo, então esse é o seu meio de expressão. Outros podem se comunicar conosco e aterrar a força de nossa energia pentadimensional através de dança, música, arte, etc.. Está preparada agora para a nossa jornada à quinta dimensão?

Na verdade, nós não vamos viajar para a quinta dimensão. Ao contrário, nós vamos trazer a quinta dimensão para você. Começaremos com a sua sala. Ao olhar sua sala pentadimensional, veja que é a mesma, mas com uma diferença sutil. Sim, é uma cachoeira no canto, e aquelas são flores reais crescendo ao redor dela.

Todos nós na quinta dimensão criamos o espaço de convivência exatamente como desejamos. Normalmente nós enchemos nosso espaço de convivência com água corrente, plantas, pássaros e vida animal. Nós escolhemos ter música realçando suavemente a melodia da cachoeira. Não precisamos de um banheiro porque não precisamos eliminar ou tomar banho nesta dimensão.

Ao fazer a curva para a próxima sala, você verá um lago adorável, claro com água morna ou fria, dependendo de suas necessidades. Observe como a cachoeira flui para o lago cristalino. Também há muitas samambaias adoráveis que crescem naturalmente ao longo da cachoeira e do lago.

Logo acima do lago há uma superfície refletiva. Olhe para ela agora e veja seu corpo pentadimensional. Não é adorável? Essa forma é um “corpo de luz”, que normalmente é branco e/ou dourado cintilante. Você vê e sente as emanações de luz fluindo desse corpo? Seu corpo pentadimensional é do mesmo formato que seu vaso terreno, exceto que mais alto. Você também é um pouco mais magra, mas é difícil de dizer já que sua aura é uma continuação do seu corpo e expande ou contrai de acordo com a sua atividade.

Quando você está percorrendo o caminho interior para os mundos superiores sua aura está menor porque você está no “influxo” e puxa a luz para você. Quando você está no “exfluxo” e irradia a luz para fora de você para curar ou criar, que é a mesma coisa neste mundo, sua aura fica tão grande que é difícil de localizar seu corpo dentro do brilho de sua aura.

Nós paramos por enquanto. Primeiro, concentre no aterramento de uma pequena área da quinta dimensão em seu corpo e sua vida. É melhor escolher a área em que você medita, pois esta terá a frequência de ressonância mais alta. Toda vez que você entrar na sua sala de meditação, pratique ver seu mundo pentadimensional. Quando se tornar natural para essa sala parecer pentadimensional, você pode começar a transmutar mais áreas da sua vida.

Nós aguardamos nossa próxima comunicação com a Alegria da União.
ACEA

~ LISA & BRUCE ~
“UAU”, disse Lisa. “Eu queria poder ter esses tipos de experiências”.

“Eu também”, disse Bruce.

Entretanto, embora eles estivessem compartilhando uma linda experiência, apenas um murmúrio de dúvida entre eles era suficiente para diminuir a sensação de intimidade de Lisa. Claro, ela não queria falar sobre isso, pois isso era mais íntimo do que ela poderia ser enquanto mantendo a dúvida.

~ DIÁRIO DE BEVERLY ~
29 de dezembro de 1998
Saudações de ACEA.
Querida Beverly, nós vemos que você integrou nossas últimas mensagens e está pronta para mais. Então, nós retornamos no seu AGORA para instruir como usar a força poderosa de sua imaginação para perceber a expressão pentadimensional de sua realidade. Saiba que esta dimensão de realidade existe INFINITAMENTE no seu mundo, mas os seus pensamentos e emoções 3D a ensinaram a NÃO acreditar em sua imaginação pentadimensional.

A primeira regra para perceber sua realidade pentadimensional é:
“O QUE VOCÊ ACREDITA EM SUA MENTE – VOCÊ VIVE EM SUA VIDA.”

A segunda regra é:
“O AMOR É A FORÇA DA CRIAÇÃO.”

A terceira regra é:
“PERCEPÇÃO É CRIAÇÃO.”

Agora, vamos ver de novo seu mundo pentadimensional.
Primeiro feche seus olhos e veja seu mundo pentadimensional com sua mente...
Acredite nesse mundo...
Ame esse mundo...

Abra seus olhos e olhe novamente sua sala tridimensional com seus olhos 3D. Simultaneamente olhe seu mundo pentadimensional com sua mente pentadimensional. Acredite na visão de sua mente multidimensional. Ame essa visão com seu coração superior.

Vê de novo a cachoeira? Pode ouvi-la fluir para o adorável lago cercado por flores? A cachoeira é feita de águas de luz que irradiam cores e tons pentadimensionais quando caem nas pedras de cristal. Esse lago responde aos seus pensamentos e pode ser morno ou frio, calmo ou agitado, dependendo do que você deseja.

A vista fora da sua janela, que está diretamente perto de você, é de lindas sequoias ou do oceano, novamente dependendo do seu desejo. Sua escrivaninha e computador é o seu centro de comunicação onde você pode contatar qualquer nave, sistema estelar ou outros terráqueos.

Se você entrar em um estado meditativo, você também pode conectar telepaticamente. Gradualmente o mundo pentadimensional não será mais um reino para imaginar, ele será o lugar onde você/nós vive. Sua transição é gradual para que você possa lentamente liberar seus pensamentos de limitação e seus sentimentos de medo.

No início, nosso mundo pentadimensional entrará e sairá piscando de seu conhecimento. Enquanto você for capaz de permanecer calma e distante dos dramas tri e tetradimensionais ao seu redor, você experimentará um momento de alegria calma. Nesse momento, a quinta dimensão pode aparecer.

Pelo tempo que você puder manter seu estado mais alto de consciência, a lente para seu olho interior permitirá você clicar para quinta dimensão. Você continuará o que estiver fazendo exceto que fará de uma maneira dimensionalmente superior. Por exemplo, se você está comendo e clicar para a quinta dimensão, você se encontrará numa local pentadimensional correlato.

Esse local pentadimensional sutilmente mudará sua experiência. Visto que não há necessidade de comer na quinta dimensão, você então estará nutrindo-se de um modo pentadimensional. Por exemplo, se você estiver comendo com amigos ou familiares, ao invés de colocar o alimento em suas bocas, vocês serão capazes de sentir a experiência nutriente de compartilhar Luz com os seus entes queridos.

Se você estiver sozinha, você pode então estar meditando e/ou movendo sua forma de um modo criativo e alegre. Ou você pode simplesmente estar respirando no espírito que está na Luz do mundo pentadimensional. Nós escrevemos “luz” com maiúscula aqui porque a Luz pentadimensional é muito diferente da luz tridimensional.

A Luz na quinta dimensão é viva com consciência e pode mudar formas com o seu desejou ou com a função dela. Por exemplo, as águas de luz na quinta dimensão parecem ser fluidas, que verdadeiramente é luz líquida. A Luz Líquida pode assumir qualquer forma para parecer como água, solo, céu, flores, animais, humanos, etc.. Essas águas de luz trazem para o seu sistema uma forma de nutrição, e você pode nadar “submersa” por quanto tempo desejar.

Quando os seres chegam à quinta dimensão, eles normalmente precisam “comer” até poderem acreditar que a nutrição é gratuita e automática e que eles não precisam ter qualquer intenção em relação a comer. A necessidade de participar de outra forma de vida, seja ela animal ou vegetal, é uma das mudanças mais difíceis para os recém-chegados.

O “medo da sobrevivência” é um programa básico que é estabelecido para todas as formas de vida tridimensionais. Se você não tivesse o medo da sobrevivência, na verdade o medo de que você não sobreviverá, você não tomaria as precauções necessárias para continuar sua existência física. Esse “programa de sobrevivência” é muito difícil de anular mesmo quando seu corpo não é mais tridimensional.

Agora nos permita lhe dizer como entrar no nosso mundo. Alegria e paz é o estado de consciência que é necessário para acessar nossa realidade. Parecido com ter que escolher um número para receber uma estação de rádio, você precisa escolher um estado de consciência para acessar nossa realidade pentadimensional.

Para expandir sua consciência o suficiente para entrar em nosso mundo, você precisa se distanciar dos medos e dramas de sua vida física. Claro, você não pode negar o que está acontecendo ao seu redor porque é real. O que você então precisa fazer é ver a dimensão mais alta dessas realidades de frequência mais baixa.

Tal como você foi instruída para ver sua sala dimensionalmente superior, você começará a ver as dimensões mais altas de todos os aspectos de sua vida pessoal e do mundo ao seu redor. Por exemplo: vejamos a política. Permita-se ver os aspectos dimensionalmente superiores do conflito, sejam eles bombardeios, fome ou distúrbios políticos. Você vê a paz, a unidade e o amor que está sendo enviado para a escuridão tridimensional?

Sempre que houver grande número de mortes, haverá muitos seres atravessando para a quarta ou a quinta dimensão. As crenças de muitas pessoas estão tão entrincheiradas na terceira dimensão que elas “acreditam” que precisam passar por uma morte física para aceitar uma nova realidade. Portanto, para elas, é verdadeiro.

Algumas pessoas são capazes de acreditar que elas podem experimentar as dimensões superiores sem morrer, mas elas acreditam que elas primeiro precisam passar por uma morte simbólica. Portanto, isso é verdadeiro para elas. Na terceira dimensão vocês têm uma crença de que a morte é deixar a vida, mas para nós da quinta dimensão morte é retornar à vida.

Porque a consciência das massas está mudando rapidamente, haverá desassossego político. Quando cada pessoa mudar sua consciência pessoal, ela desejará mudar a consciência de grupo também. O correlato pentadimensional de política é uma consciência de grupo harmoniosa e unida. Assim que verdadeiramente há uma consciência de grupo unida, um governo externo não é mais necessário.

Quando uma pessoa aceitar o Amor Incondicional e mudar para a quinta dimensão, ela terá completo domínio sobre seus próprios desejos egoístas e inferiores. Nenhum sistema externo de regras é necessário quando todos os membros da sociedade podem se governar. Além disso, a realidade é criada instantaneamente por seus próprios pensamentos e emoções. Se você não deseja compartilhar as experiências daqueles que estão ao seu redor, você simplesmente muda sua mente por calibrar sua consciência a uma frequência mais alta.

Outro componente da manifestação pentadimensional é que “O Amor Cria”. Ame-se, ame sua atividade (seja pagar uma conta ou meditar), ame o que você deseja e você manifestará isso em sua realidade. Lembre-se: tudo que você percebe na terceira dimensão é um produto da ilusão que tem sido criada pelo holograma de grupo em que você vive.

Quando você mudar seu holograma pessoal, você se conectará com outros que também desejam viver nesse holograma. Você então servirá como um modelo para outros que estão desejando mudar o holograma deles.

Isso encerra nossa transmissão de hoje. Por favor, lembre-se de nos portar em seu conhecimento e sinta nosso amor. Se você puder manter a quinta dimensão viva em sua mente, então você a manifestará em sua vida.

Lembre-se: O QUE ESTÁ EM SUA MENTE – ESTÁ EM SUA VIDA.

ACEA




Tradução: Blog SINTESE http://blogsintese.blogspot.com.br

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O DIÁRIO – PARTE 6 – POR UMA COM MUITOS NOMES E SUZANNE LIE

VISITA AO FOGO VIOLETA
Por Suzanne Lie PhD
Em 12 de agosto de 2015



~ DIÁRIO DE BEVERLY ~
04 de abril de 1999
“Bem-vinda novamente ao Templo Violeta”, Beverly ouviu Mytria dizer em seu coração e mente. “Nós lhe enviamos amor. Com o nosso amor nós podemos ajudá-la a enfrentar seus desafios diários. Nós também a estamos orientando para encontrar seu caminho. O velho mundo está morrendo agora e será substituído por um novo. Neste novo mundo haverá muitas mudanças que aqueles do velho mundo não serão capazes de aceitar.”

“Há uma abertura do véu da ilusão que permitirá aqueles que ousam verem as muitas verdades que estão escondidas. Seu planeta é um planeta de livre arbítrio. Portanto essas verdades somente puderam ser escondidas porque a maioria da sociedade não queria vê-las. Essa maioria está diminuindo. Está diminuindo pelo envelhecimento e diminuindo pelo medo.”

“Por causa do medo, as pessoas não se permitirão ver o que está vindo, então suas almas estão contatando com elas. Talvez com a ajuda de seu eu superior alguns dos muitos que ainda estão adormecidos possam despertar da ilusão. Essa ilusão tem criado uma realidade que parece familiar e essa familiaridade parece segura para elas.”

“No meio das muitas mudanças que aumentarão logaritmicamente, essas pessoas se agarrarão ao velho. Entretanto, o velho está morrendo e se elas se agarrarem a ele, elas também se sentirão como morrendo. As regras da evolução declaram que aqueles que são resistentes à mudança estão fadados à extinção.”

“Muitos de vocês, entretanto, estão cansados do velho e nunca o aceitariam em primeiro lugar. Ele sempre pareceu uma mentira para vocês porque era mentira. São vocês que agora desabrocharão na nova era. Você vê como sua antiga vida familiar está partindo? Não se apegue, pois o apego retarda a mudança.”

“Você está entre aqueles que abertamente acolherão essa mudança. Aqueles de vocês que acolhem a mudança serão os mais velhos na nova realidade que agora está sendo criada. Agora, querida, permita-se revisitar seu lar nas Plêiades.”

“Observe-se voando acima de lindas terras verdes. Abaixo de você estão os adoráveis domos de cristal que são as casas das pessoas. Há muitos domos diferentes e muitas cores diferentes. Ao voar mais alto, você descobre que é o que você chamaria de um bairro com um domo grande no centro, que normalmente é branco. As cores das casas mudam de acordo com a atividade dos que estão dentro delas.”

“Ao voar sobre nossa área, você vê domos pequenos espalhados ao redor do bosque e descobre um bairro que parece atraí-la. Você vai para essa área e descobre que instantaneamente está na frente de sua casa. Você vê que ela parece ser pequena por fora. Você não vê uma porta, mas assim que deseja entrar no domo, uma porta aparece e você passa por ela.”

“Assim que você entra em seu domo, você descobre que ele é muito maior do que parecia por fora. Isso é porque estamos numa sociedade pentadimensional. Portanto, não estamos vinculados a quaisquer restrições de espaço. Você percebe enquanto percorre sua linda casa que tudo que você pede instantaneamente se manifesta. Tudo que você sonha está ali ao seu lado.”

“Ao se instalar em seu lar pleiadiano, você sente um desejo de entrar no Fogo Violeta da Transmutação. É por entrar nesse Fogo Violeta que você retornará ao seu corpo de luz pleiadiano. Você ouve a badalada, a chamada do Templo Violeta Central e sabe que é a sua vez de entrar na chama. Você centra seu coração e sua mente nessa experiência e num piscar você se encontra fora do Templo Violeta.”

“Porque somos uma sociedade pentadimensional, cada um de nós pode ter uma percepção diferente do mesmo prédio, da mesma casa e cada um de nós também pode se unir na percepção dos outros e se unir na percepção de grupo. Tire um momento e veja sua percepção pessoal. Sim, agora veja a percepção de grupo.”

“Para a percepção de grupo o Templo Violeta parece um enorme geoide de ametista com muitas torres por toda parte. Novamente, ao chegar ao Templo, parece não haver porta até você desejar entrar.”

“No momento desse desejo, portas douradas imensas surgem e se abrem de um modo convidativo. Quando você passa por essas portas, você chega à entrada principal. Novamente, tire um momento para perceber sua experiência pessoal dessa entrada principal.”

“A experiência de grupo é que é um prédio muito grande com vários pilares e uma escada feita de ametista que conduz para o alto uma torre. Há vários corredores que saem de forma circular do saguão central. Ao estar nele, você vê seu guia descendo a escada para saudá-la e levá-la para uma sala do Templo Violeta.”

“Tire um momento para perceber como você vê seu guia. Seu guia a conduzirá pela escada, degrau por degrau, lenta, gradual e ritmadamente em preparação para entrar na chama. Quando você chega ao topo da escada, há um mezanino com muitas portas. Seu guia a leva para a porta que é perfeita para a sua ressonância.”

“Ao passar pela porta há uma antecâmara onde você recebe uma túnica. Tire um longo momento e veja sua túnica. De que cor é? Como é quando você a toca? Agora você tira tudo que está vestindo e põe essa túnica. Quando está pronta, você entra em outra sala onde seu guia está esperando por você.”

“Você se senta na frente de seu Anfitrião em preparação para a entrada na Chama Violeta. Tire um longo momento agora e ouça. Quais as palavras que seu Anfitrião lhe diz? Qual é a intenção que você tem ao entrar nessa chama? O que você deseja transmutar em sua vida e em sua realidade?”

“Quando você está pronta, seu Anfitrião abre a porta para outro mezanino, exceto que no centro está uma imensa Chama Violeta. Essa Chama começa muito, muito abaixo de você e vai muito, muito acima de você. Veja, ouça e sinta os tons de violeta enquanto eles vibram e brilham. A Chama vai até o sol, as estrelas, os planetas, a galáxia.”

“Sinta suas emoções, centre seus pensamentos e determine sua intenção. Quando você está pronta, seu Guardião gentilmente a toca no ombro. No três, você deve pular na Chama sem dúvida e sem medo.”

“Está pronta? Está pronta para deixar ir? Está pronta para dar o salto de fé, Beverly?” diz Mytria, voltando toda a sua atenção para Beverly.

“Sim!” Beverly escreve no diário. “Eu ESTOU pronta!”

“Então, minha querida expressão terrena”, responde Mytria, “eu contarei até três. Um... dois... três! Dê o salto, dê o salto AGORA”.

~ LISA ~
Lisa sentiu-se entrando na Chama Violeta. Não, espere: era a sua mãe Beverly quem estava dando o salto? Ela não podia dizer. Sua mente estava meio adormecida, mas totalmente desperta para a visão da Chama Violeta que a cercava totalmente.

Ela entrou na Chama Violeta sozinha, ela pensou. Mas ela tinha a sensação de que Mytria estava com ela em sua consciência. Ou era sua mãe? Havia diferença? Quando a lembrança de seu corpo físico denso saiu de sua mente, Lisa sentiu-se em um estado relativamente sem forma.

Ela estava consciente de um foco de atenção, um feixe de luz que mantinha sua individualidade dentro da chama, e o foco parecia estar nela. “Não, deve estar na minha mãe!” NÃO, o foco, todo o foco estava nela. Era seu espírito, sua alma, sua consciência? Com certeza não era seu corpo.

“Querida”, ela ouviu a voz interior de Mytria. “O foco está na sua essência. Na chama, sua essência é isenta de qualquer identificação além da intenção que você mantinha em sua consciência quando você deu o salto para a chama. Assim que você declara sua intenção, sua essência toma uma forma que melhor expressa essa intenção. O que você deseja declarar agora?”

“O que eu declaro agora?” pensou Lisa. Ela não sabia; sim, ela sabia, mas estava com medo de dizer. Então ela esqueceu. Ela esqueceu o que ela queria declarar. Como ela poderia fazer uma declaração quando ela não sabia se estava acordada, dormindo, se ela era ela mesma, sua mãe ou Mytria?

Seu mundo estava mudando rapidamente. Tudo que ela conhecia como uma fundação estava saindo e mudando. Claramente era hora de ela criar uma nova realidade. Ela estava preparada. Ela estava preparada para deixar ir e entrar no fluxo. Quase. Mas algo ainda estava preso. Estava preso lá no fundo de seu coração, preso à sua infância e à sua juventude.

O que poderia ser? Havia um momento congelado em seu coração que esperava ser curado. Mas ela tinha que abrir seu coração para aceitar essa cura. Ela sabia disso porque ela realmente ouviu Mytria lhe dizer. Como ela pôde ouvir Mytria, um produto da imaginação de sua mãe como se fosse real?

Esse breve momento de dúvida fez Lisa perder seu centro, seu equilíbrio e sua fé em seu próprio processo. “Que tipo de brincadeira é essa?” ela perguntou enquanto afastava o livro novamente. “Devo ter tomado vinho demais”, ela disse sem notar que esteve tão interessada no Diário que nem havia tocado no vinho.

Mas ela não viu o copo de vinho porque saiu da cadeira e da mesa com o copo cheio de vinho e o Diário que ela cuidadosamente colocou no chão. Isso é só um sonho, ela disse para si mesma enquanto entrava no quarto de sua mãe.

Ela tirou suas roupas e foi para a cama. Quando foi apagar a luz, ela viu que aquela pequena gaveta na cômoda tinha um pedaço de papel saindo dela. Por alguma razão ela se sentiu tentada a ler aquele pedaço de papel. Quando ela o puxou, viu que era a sua própria letra:

“A terceira foi a nossa melhor ideia em que todos poderiam perceber que a ascensão exige paciência estável, amor incondicional e grande coragem. Entretanto, não há humanos suficientes que possuem e podem manter ‘paciência estável, amor incondicional e grande coragem’.”

“Finalmente decidimos que nós, os membros de sua família galáctica, precisaríamos nos bilocar nos corpos dos humanos já encarnados que mostravam alguma capacidade de manter as três qualidades de paciência, amor e coragem.”

“Bilocação significa que ainda estamos em nosso eu galáctico e em nossa consciência multidimensional, mas nós também compartilhamos nossa essência com um humano que está disposto a aceitar nossa presença. Portanto, eu biloquei em você, Beverly, e Jaqual bilocou no seu marido David.”

“Espera”, disse enquanto se recostava para dormir, “por que a mensagem de Mytria está com a minha letra?”

O sono, ou um transe profundo, tomou-a antes que tivesse uma chance de responder sua própria pergunta. Talvez um sonho respondesse.

~ LISA ~
Lisa acordou de repente enquanto ainda estava escuro. Ela tivera um sonho que não conseguia lembrar, mas sentiu fortemente que precisava ler o próximo trecho do Diário. Bruce dormia profundamente, então ela saiu da cama, pegou o Diário e foi para a sala. Ao acender uma pequena lâmpada no canto da sala, ela lembrou que o rosto de sua mãe fora a última imagem que vira antes de acordar.

Ela se perguntou por que não acordara Bruce, que parecia tão ávido para ler o diário com ela. Pondo esse pensamento de lado, ela leu uma entrada, que era manuscrita. Por que ela não digitou? Ela também se perguntou por que essa entrada não tinha data. Pondo esse pensamento de lado, ela começou a ler a entrada.

~ DIÁRIO DE BEVERLY ~
Querido Diário, enquanto escrevendo e simultaneamente lendo a história de Mytria e Jaqual, foi me dito que eles são as expressões dimensionalmente superiores do meu marido David e minha. Pronto, fiz de novo. Chamei David de meu marido. Bem, não somos divorciados, apesar de que muitos, inclusive nossa filha, Lisa, acreditem que somos. Pode ser injusto deixá-la acreditar, mas eu nunca disse a ela que havíamos divorciado, exceto na imaginação dela.

Lisa jamais poderia entender o acordo que David e eu temos. Veja só, David voltou para a Nave. Como eu poderia dizer para minha filha pequena que seu pai tivera que retornar ao dever ativo no espaço? Portanto, eu não disse. Simplesmente deixei-a acreditar que ele tinha nos deixado, o que ele fez. Eu quis que ele se despedisse dela, mas ele disse que não poderia mentir e não podia contar a verdade a ela. Então, ele não pôde dizer a ela que estava partindo.

Mas me contou. Ele me disse que eu ficaria aqui na Terra porque era mais forte do que ele. Ele disse que ele era “apenas um guerreiro”, mas eu era uma sacerdotisa multidimensional. Eu sempre ficava zangada quando ele me dizia isso. Entretanto, David era incapaz de mentir e SOMENTE dizia a verdade. Apesar de eu saber que esses fatos eram verdadeiros, eu sempre tive uma autoestima tão baixa que não podia acreditar nele.

Ainda tenho baixa autoestima, que é por isso que estou organizando esse diário. Tenho dificuldade de acreditar que sou uma sacerdotisa multidimensional, mas não tenho dificuldade para acreditar que não sou “boa o suficiente”. Se eu tivesse ultrapassado essa questão, eu poderia ter me unido com ele na Nave quando Lisa saísse de casa. Mas então ela ficou grávida imediatamente e teve duas sementes estelares adoráveis.

Visto que Lisa não poderia acreditar que ela era “farinha do mesmo saco” especial, eu acho, ela não poderia acreditar que seus filhos e seu marido são sementes estelares. Eu não sei para quem estou escrevendo esta mensagem, provavelmente para mim, e claro, para Lisa. Eu não sei se Lisa irá ler. Mas, eu preciso preparar esta mensagem de uma maneira em que faça sentido para ela se ela vier a ler.

Tudo certo, eu preciso ser honesta aqui. Eu também preciso colocar toda essa informação em algum tipo de, me atrevo a dizer, forma sequencial tridimensional. Este diário começou com milhões de notas que estavam espalhadas pela casa nos dias de pré-computador, então eu coloquei em arquivos em algum lugar do meu computador, nos dias pós-computador.

Minha primeira e muito árdua tarefa foi digitar todas as mensagens pré-computador, então organizar as mensagens no computador. Eu acabei com mais páginas de informação do que me importo contar, então comecei com colocá-las em ordem pela data. Claro, como posso colecionar essas mensagens interdimensionais que vieram a mim de dimensões além do tempo e colocá-las em sequência?

Por outro lado, até eu que recebi essas mensagens não posso incorporar esta informação em minha vida física se elas não estiverem em alguma forma lógica, em sequência 3D. Quando David estava comigo, era ele quem recebia as mensagens, enquanto eu mantinha nossa ilusão de sermos pessoas normais numa vida 3D normal.

Não era para termos um filho. Para ter um filho físico na Terra física, eu tive que liberar minha frequência pentadimensional e limitar minha consciência à terceira e a quarta dimensão. Esse foi o maior sacrifício que posso me lembrar de ter feito em todas as minhas inúmeras vidas.

Eu gostaria de dizer que fiz esse sacrifício pelo meu bebê, ou porque eu queria um filho, ou até porque meu marido queria um filho. Querida, minha adorada Lisa, eu sei que você lerá este diário. Eu também sei que o que estou para dizer magoará você. Entretanto, eu não posso mais viver esta mentira.

Primeiro, eu não sabia que estava grávida até que já era tarde demais para um aborto. Segundo, abortos eram ilegais na época. Terceiro, ninguém na Nave jamais terminaria uma vida por qualquer razão. E finalmente, a minha confissão, eu queria o bebê para que David ficasse comigo e não retornasse à Nave.

Lisa querida, eu lhe prometo com o meu coração partido que quando eu vi seu rostinho meigo eu me apaixonei por você. Mas, eu nunca fui muito boa em nada humano. Eu não podia ganhar ou equilibrar o dinheiro. Eu não podia limpar a casa ou manter um emprego. Eu não podia fazer ou manter amigos humanos. Mas, eu lhe prometo que tentei com todo o meu coração interdimensional ser uma boa mãe.

Entretanto, quando David nos deixou, eu estava além da tristeza. Eu estava tão sozinha para ir para casa, para a Nave, mas você veio a mim na Terra. Este era o seu lar e eu precisava estar aqui com você. David adoraria ter ficado com você, e ainda entra em sua vida de sonho, mas ele não teve que voltar. E eu tive que ficar aqui com você.

Eu acho que assim que começo a ser honesta, não posso parar. Eu me ressenti com você algumas vezes, e sei que você sentiu e ficou MUITO ressentida comigo. Em algum lugar da perda de meu marido e da perda de seu pai, nós atiramos nossa tristeza uma na outra. Eu percebo que você deixou a casa assim que pôde e escolheu uma faculdade que era “longe demais” para me visitar.

Eu poderia ter visitado mais você, mas fiquei cansada demais de ser uma humana e deprimida demais para retornar ao meu eu multidimensional. Muitos foram os anos escuros, aos quais eu somente sobrevivi por causa de minhas comunicações vindas do “Lar”. O “Lar” é na nave, e meu lar 3D é apenas uma casa. Em algum lugar do meu caminho eu me esqueci de minha Missão porque eu me esqueci do meu EU.

Foi somente por causa destes escritos, que agora estou juntando de uma maneira que somente pode fazer sentido ao pensamento tridimensional que eu superei minha depressão. Infelizmente, você estava fora de casa e principalmente fora de minha vida na época. Eu a ouço pensando: “Então por que você simplesmente não voltou?”

Visto que jurei que esta mensagem seria 100% verdade, eu lhe direi que foi porque eu não queria ser um fracasso total. Parecia que eu era um fracasso com meu casamento, com o meu papel de mãe, com o meu trabalho, com cuidar da casa. Eu não poderia retornar como um fracasso. Eu planejei e estudei por muitos do que você chamaria de anos para ter a honra de assumir um corpo físico. Eu não poderia/não retornaria como um fracasso total.

Assim que tomei essa decisão, eu comecei a reunir minhas comunicações interdimensionais em uma sequência de comunicações que apenas pode ser útil para outros. Finalmente, comecei a pensar nos outros. Visto que nossas preocupações financeiras foram cuidadas desde quando entramos em nosso corpo terreno, eu não tive que trabalhar por dinheiro. Mas, finalmente, eu decidi que queria trabalhar por um propósito.

Durante o dia eu ia a hospitais, hospícios, cozinhas para alimentar os pobres, clínicas de reabilitação, casas de convalescência e áreas de pobreza para ver se havia algo que eu pudesse fazer por alguém. Passei muito de minha vida, e toda a minha vida com você, pensando sobre o meu eu. Finalmente percebi que eu poderia ajudar outros.

Todas as habilidades que eu mantinha para mim, eu decidi usar pela saúde e bem-estar de outros. De dia eu trabalhava para outros e de noite eu comecei a reunir todas as mensagens interdimensionais no diário que você vê na sua frente. Se minha verdade puder lhe ajudar de alguma forma, eu a convido a lê-lo. Acho que, se você achou esta página, você está lendo.

Por outro lado, se você o jogar pela sala, espero que o reúna e dê para alguém que possa necessitar dele. Você pode se perguntar por que esta mensagem a você, querida Lisa, está tão adiante no diário. A resposta é simples. Quando comecei a passar por minhas experiências nas dimensões superiores e na Nave, eu finalmente obtive a coragem para ser aberta e honesta com a pessoa que eu mais amo neste mundo – você, minha querida filha.

Lisa, eu amo muito você. Sinto muito que o amor seja diferente no meu mundo. No meu mundo, amor e liberdade significam a mesma coisa. Mas você somente cresceu na Terra, como uma humana, e precisava de alguma coisa que eu não sabia como dar. Quando eu aprendi a dar amor, você já tinha ido embora e não queria ter nada a ver comigo.

Por isso eu lhe darei liberdade. Eu aprendi como ganhar dinheiro suficiente para as minhas poucas necessidades, então estive depositando todo o meu “recurso financeiro” da Nave para uma conta para você e as crianças. Você encontrará a contabilidade dessa conta em minha poupança. Você também sabe onde eu guardo meus documentos secretos, que é onde você encontrará a senha para a poupança.

Eu nunca fui capaz de lhe dar o amor que você precisava, então talvez, eu possa lhe dar a liberdade financeira para você fazer o que quiser. Essa conta é somente para você e seus filhos pelo tempo que você usar um vaso terreno. Por favor, note que não adicionei o nome do seu marido. Eu não confio nele e nunca confiei. Talvez seja por isso que você casou com ele.

Amor,
Mamãe.




Tradução: Blog SINTESE http://blogsintese.blogspot.com.br

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O DIÁRIO – PARTE 5 – POR UMA COM MUITOS NOMES

Por Suzanne Lie PhD
Em 07 de agosto de 2015



O RETORNO
V
O DIÁRIO
AS SETE PASSAGENS

~ DIÁRIO DE BEVERLY ~
“O medo é um mensageiro que está lhe dizendo para estar atenta e ser cuidadosa”, Beverly canaliza em seu diário. “Sem o medo você poderia não sobreviver na terceira dimensão onde há muitos perigos. Portanto, quando lhe conto minha história, lembre-se de que o medo é realmente um amigo. O propósito do medo é avisar e proteger. É a lembrança e a ameaça do medo que é o inimigo.”

“Se medos antigos não puderem ser liberados, eles se tornam uma carga cada vez mais pesada. E também, se você não confiar que os avisos adequados virão no momento necessário, então há medo do futuro. Medo do passado é a mensagem que já se foi e medo do futuro é a mensagem que ainda não chegou.”

“Quando você pode viver em total confiança e entrega ao seu EU Superior, você é capaz de liberar todos os medos antigos para suas vibrações mais altas onde eles podem ser transmutados de volta em luz e amor. Você também confiará que todos os seus avisos serão pontuais e a levarão na direção que sempre lhe proporcionará a proteção maior.”

“Nós aprendemos essas lições em Antares, e elas são lições que nos permitiram aprender como elevar nossa vibração para os nossos eus dimensionalmente superiores. Por favor, lembre-se de que estou traduzindo minhas palavras para o inglês para você entender melhor. E também, eu não sou da sua linha temporal.”

“Portanto, ao perceber você, eu experimento todas as suas vidas em um pacote, como um livro. Eu posso observar qualquer parte fora da sequência, ou até mudar a sequência de sua vida. É da mesma maneira em que você pode perceber a minha vida. É por isso que você frequentemente se sente confusa sobre as linhas temporais de minha vida antariana.”

“Para sua percepção, eu estou em todas essas épocas de uma vez só e você pode ver qualquer período que desejar. Eu sou um jovem tenente (termo seu) no mesmo momento em que sou um homem mais velho. Talvez ao aprender e lembrar mais de nossa vida antariana você será capaz de abraçar meu modo de percepção multidimensional. Então você pode ser até capaz de lembrar e entender mais conceitos antarianos.”

~ LISA ~
“Jaqual acaba de dizer “nossa” vida significando que minha mãe estava lá com ele?” perguntou-se Lisa em voz alta. “Ah, agora estou falando comigo mesma, tal como minha mãe costumava fazer.” Esse conceito assustou Lisa, pois ela estava encontrando muitos modos em que ela era como sua mãe. Deveria ela continuar lendo como sua mãe disse ou apenas chamar a polícia? “Terminar a leitura!” ela disse, fingindo seguir o conselho de sua mãe. Na verdade, ela realmente queria saber o que o diário tinha para dizer.

~ DIÁRIO DE BEVERLY ~
25 de setembro de 1997
“Querida Beverly, é Jaqual”, Beverly canaliza em seu diário. “Eu desejo lhe falar agora sobre o nosso Templo da Recordação. O Templo da Recordação é onde retornamos após nosso serviço à comunidade estar concluído e estamos prontos para retornar às dimensões superiores de nosso mundo. Antes de podermos entrar no Templo nós precisamos passar por uma série de sete passagens cada uma ressoando a uma frequência mais alta.”

“Há sete passagens. Quando podemos entrar em cada passagem, nós devemos atravessar o limiar e caminhar pelo corredor perante essa porta. Cada série de limiar, corredor e porta é de uma frequência mais alta, que emana a próxima cor de frequência, vibração e tom mais altos.”

“Cada uma das passagens representa uma ‘revisão de vida’ para uma diferente fase de nossa vida. Para atravessar cada frequência da passagem nós somos convocados para transmutar todas as experiências dimensionalmente inferiores dessa fase de nossa encarnação.”

“Desta maneira, nós vivenciamos uma íntima revisão de vida pela qual nós podemos transmutar nossas lembranças, pensamentos, emoções e ações tridimensionais temerosas de cada época sucessiva de nossa vida em amor incondicional pentadimensional.”

“Através do poder de nosso amor incondicional, nós podemos transmutar de volta em nossa verdadeira forma de Corpo de Luz. Se morremos em serviço ao nosso povo, nós automaticamente atravessamos todas as passagens e vamos para a dimensão mais alta.”

“A primeira passagem é vermelha e representa nossa primeira infância.
A segunda passagem é laranja e representa a chegada à maioridade.
A terceira passagem é amarela e representa nosso dever com um Guerreiro Espiritual.
A quarta passagem é verde e representa nossa época de casar e ser pai.
A quinta passagem é azul e representa nossa transição de pai para líder.
A sexta passagem é índigo e representa o despertar de nossas percepções superiores.
A sétima passagem é violeta e representa nossas transições de volta ao Corpo de Luz.

“Agora irei lhe contar minha jornada pelo Templo da Recordação. A primeira passagem é vermelha e representa minha primeira infância. Eu lhe contarei minha história no AGORA, pois é como ela vive em minha consciência.”

“Estou na frente da Porta do Templo da Recordação. Eu sempre me considerei ser um homem de porte muito grande, até pelos padrões antarianos. É muito normal um homem ter 2,45 m de altura e muitas das mulheres têm 2,13 ou até 2,45 de altura também.”

“E a minha é de 2,90 m (de acordo com suas medidas terrenas) e sempre estou com minha cabeça acima da maioria das pessoas. Entretanto, quando estou perante as Portas da Lembrança no Templo da Recordação eu me sinto muito pequeno.”

“Há uma série de passagens sem portas que levam à verdadeira porta. Cada uma dessas passagens emana uma vibração diferente. Portanto, cada passagem é de uma cor diferente e emite um tom diferente.”

“Eu sinto um impulso em meu corpo ao estar perante o primeiro limiar. Fui instruído que ao cruzar cada limiar e estar no corredor antes da próxima passagem, eu vivenciarei lições e desafios diferentes. Essas lições e desafios precisam ser clarificados e equilibrados antes de eu poder prosseguir para o próximo limiar.”

“A primeira passagem é muito próxima da sua cor vermelha. Ao cruzar o limiar sou inundado com a lembrança dos meus pais. Não pensei neles por muitos anos. Eu vejo os brilhantes olhos violeta de minha mãe e o verde escuro dos olhos de meu pai. Sinto a dedicação deles e sei que estudaram por muitos anos para me dar um corpo.”

“Eu percebo meu eu bebê, pois estou despertando para a minha forma tridimensional. Tudo é muito vermelho e laranja e estou ouvindo o canto de minha mãe e o riso de meu pai. Sinto-me seguro e totalmente cercado por amor. Eu ainda posso me lembrar do mundo sem forma do qual acabo de emergir. Sinto falta do sentimento de ser UM com todos e com tudo, mas ainda me sinto seguro porque eu sou UM com meus pais.”

“Agora minha memória avança para a época quando tenho cerca de quatro anos. Estou num corpo de casca dura (o termo que nós usamos para nossa forma tridimensional porque nossas outras formas são muito mais fluidas) e atingi por volta de 1,83m de altura. Em Antares nós somos independentes de nossos pais aos três anos de idade e aos sete já temos o corpo de adulto.”

“Agora eu vivo em uma das casas comunitárias com as outras crianças. Há certos adultos que gerenciam essas casas, mas nós somos livres para ir a qualquer lugar em nossa comunidade e passar tempo com qualquer um que nos agrade. Minha mãe é uma artista e passa muito do seu tempo na quarta e na quinta dimensão, mas me visita frequentemente. Meu pai vem me ver uma vez por ano. Ele é um Sacerdote em um de nossos templos assistindo aqueles que desejam entrar no Templo da Recordação.”

“Repentinamente, eu sinto minha primeira experiência de medo porque estou me lembrando do ataque dos Draconianos em nossa pequena comunidade. Eu estava no jardim da casa de meus pais visitando-a com minha Mãe. Ela adorava visitar comigo o lugar e constantemente me instruía sobre as muitas flores lindas que crescem em nosso planeta. A querida amiga de minha mãe, Alicia, acabara de sair do jardim para nos buscar chá de aboromium quando ouvimos um grito horrível vindo da casa.”

“Mamãe e eu corremos para ver qual era o problema e encontramos Alicia no chão em uma poça de sangue. Dois homens reptilianos draconianos enormes estavam ao lado dela. Mamãe correu para o lado de sua amiga e um dos draconianos a agarrou pelos cabelos e a levantou para ela olhar nos olhos dele. Eu não conseguia pensar nem planejar. Reflexivamente corri para ajudar minha mãe. Eu era muito menor do que o guerreiro draconiano e riu quando bati nele para libertar minha mãe.”

“Nunca vou me esquecer da risada enquanto os dois homens observavam um garoto tentando resgatar sua mãe. Finalmente, o guerreiro se cansou desse jogo e usou o corpo de minha mãe para me afastar dele como um pequeno inseto.”

“O outro guerreiro então me pegou e me jogou pela janela para o jardim. Nunca vou entender por que eles não saíram para acabar comigo. Talvez pensassem que eu estava morto. Tenho certeza de que eu devia ter parecido morto. Minhas duas pernas e um dos meus braços estavam quebrados. O lado esquerdo do meu rosto estava esmagado e eu estava coberto de sangue. Ainda tenho a cicatriz acima do meu olho esquerdo. Quando finalmente recobrei a consciência tudo estava silencioso e parado.”

“Arrastei meu corpo com meu braço bom até a casa e encontrei minha mãe morta ao lado de sua amiga. Não ouso pensar no que eles fizeram a ela. Foi então que eu jurei que seria um guerreiro pelo tempo que levasse para procurar vingança e encontrar paz. Temo que não posso cruzar este primeiro limiar de vermelho sangue antes de liberar minha necessidade de vingança. Somente então eu encontrarei minha paz interior. Talvez, Beverly, você e eu podemos procurar isso juntos.”

(Nota de Beverly: Eu estava tão triste e assustada com a história de Jaqual que não continuei nossa comunicação. Ao invés disso, eu voltei a conversar com Mytria.)

~ LISA ~
“Não entendo por que mamãe parou de se comunicar com Jaqual. Eu sei que eu deveria ir dormir, mas primeiro quero saber o que Mytria tem para dizer”. Lisa murmurou para si mesma.

O Diário
~ Meu Retorno a Mytria ~

~ DIÁRIO DE BEVERLY ~
15 de junho de 1999
“Querida Mytria, é a Beverly. Eu li a história de Jaqual a respeito da morte da mãe dele, e fiquei tão perturbada que parei de registrar com ele. Como pude abandoná-lo? Por que sou tão fraca? Por favor, ajude-me. Eu sei que preciso de mais força e coragem. Eu também percebo que de alguma forma estranha eu não quero me aproximar demais dele.”

“Preciso admitir que eu tenho medo de me conectar com um homem que está num planeta diferente em um sistema solar diferente porque não me restabeleci a partida de meu marido. Por favor, ajude-me, Mytria. Eu preciso de alguma força. Eu fiquei tão fraca que não pude contatar nenhum de vocês por quase dois anos.

“Preciso admitir que foram dois anos muito sombrios. Algo se partiu em mim quando soube da história de Jaqual, e fiquei longe de todos os meus registros. Eu voltei à terapia, mas não podia colocar minha mente nela. Então tentei algumas aulas de meditação, o que realmente ajudou.”

“Na verdade, eu somente tenho a coragem de voltar agora porque estive meditando por mais de uma hora. Eu descobri que era melhor eu levantar o mais cedo possível, antes do sol nascer. Então eu estou em minha cadeira, velas acesas e música suave, meditando enquanto começa o dia. O tratamento com meditação tem continuado já por talvez uns oito meses, então encontrei a coragem para retornar.”

“Eu sei que pode parecer tolo para você. Por que eu preciso de coragem para falar com seres maravilhosos como você e Jaqual? Você vê que não se trata de você. Trata-se de mim. Como posso garantir que não estou louca ou criando você enquanto dou continuidade? Eu realmente não creio que ESTOU louca, mas estou me enlouquecendo com todas as minhas dúvidas e autojulgamento. Mytria, por favor, me ajude.”

~ LISA ~
Tal como Beverly duvidou de sua sanidade, Lisa duvidou da dela. Como poderia ser real que ela simplesmente levantou e deixou seu marido e os filhos? Ela sabia que deveria ligar para sua família assim que eles tivessem acordado, mas ela não tinha certeza se faria a ligação. Lisa sempre se viu como uma pessoa muito responsável que sempre fazia tudo que seu marido e filhos precisavam.

A casa era limpa, a família era alimentada e ela sempre preparava as crianças para a escola, levava-as, pegava-as e as ajudava com a lição de casa. Ela era uma mãe muito melhor do que a sua. Ela tentava não pensar isso sobre sua própria mãe, mas seu verdadeiro sentimento simplesmente escapava.

Eram 5 horas, então ela ficaria acordada e continuaria lendo para que pudesse ligar para os filhos às 7. Ela se perguntou como seu marido estava se dando com levar as crianças para a cama e acordá-las na hora para prepará-las para a escola. Ela estava fora por somente uns poucos dias, mas parecia como várias vidas.

Talvez ela devesse falar com seu marido nesta manhã, ela pensou ao retornar ao diário para encontrar a resposta de Mytria ao pedido de ajuda de sua mãe.

~ DIÁRIO DE BEVERLY ~
“Minha queridíssima Beverly”, escreveu Mytria através da mão de Beverly. “Por favor, saiba que todos os desafios de sua vida tridimensional são simplesmente óculos que criam a projeção da ilusão 3D conhecida como vida física. Visto que hoje você me chamou, creio que está preparada para eu falar do meu lar no Templo Violeta de Alycone, Plêiades.”

“Sim, minha querida, você merece e agora é um membro dessa grande hierarquia. Eu venho para lembrá-la disso para que você não se perca nas tarefas do dia a dia da sobrevivência. E também, eu não quero que você se julgue porque sente que você não é ‘boa o suficiente’.”

“Seu plano físico está passando por uma grande transformação. Estou lhe enviando imagens internas de sua/nossa vida nas Plêiades, para que você possa se lembrar de que essa realidade é criada pelo seu estado de consciência. Eu também ouço seu pensamento: ‘Se eu crio minha própria vida, por que eu criei uma realidade onde somente há trabalho e luta?’”

“Minha querida Beverly. Você tem se julgado por sua vida inteira pelo critério de sua sociedade externa. Entretanto, você constantemente seguiu o chamado de sua alma. Esse chamado não a levava a focalizar sua atenção no que a sociedade considerava como sucesso. Agora você precisa se amar e amar a vida que você tem criado.”

“Agora se veja no Templo Violeta de Alycone. Sim, a primeira coisa que vê é você voando logo acima da sua casa pleiadiana. É pequena e feita de cristal; é cheia de luz e cercada por lindas árvores. Você poderia imediatamente se projetar para a sua casa, mas você gosta do ato de voar em sua forma pentadimensional.”

“Ao entrar em sua morada, você vê que está cheia de lindas flores e plantas. Você tem pássaros que voam pela sua casa e outro animal pequeno que parece com um cão, mas anda com as pernas traseiras e tem polegares em suas mãos. Nós os chamamos de larnacks. Eles são amigos leais e gostam dos deveres domésticos.”

“Seu larnack não é um empregado, mas um querido amigo. Ele gosta do que faz para você e vocês se amam muito. Ao passar pelo seu dia, você mais e mais se lembra de sua morada e da vida pessoal que você aprecia aqui nas Plêiades. Eu focalizei em sua vida pessoal ao invés do templo porque essa é a área de sua vida que tem os maiores desafios.”

“Agora você está descobrindo a linha entre negação e aceitação. Você esta descobrindo como fazer o melhor que pode sob as circunstâncias em que você está e aceitar os resultados como sendo lindos. Em outras palavras, você está aprendendo a viver sua vida a partir de seu próprio ponto de vista ao invés da perspectiva da sua sociedade.”

“Agora, Beverly, continue seu dia e sinta-me dentro de você. Saiba que um de seus verdadeiros eus é o ser flutuante violeta que você vê como eu, Mytria. Lembrem-se de que todas as suas realidades são criadas pela sua consciência e que os desafios de sua vida tridimensional simplesmente são óculos que criam as projeções da ilusão conhecida como vida física.”

“Aprecie suas ilusões. Em breve elas não existirão mais, e você viverá na realidade do seu verdadeiro eu. Não existe tempo. Portanto, não há pressa. Você precisa ser gentil com você mesma. Não adicione mais desafios à sua vida. Você já teve o suficiente e em breve até mais virão por conta própria.”

~ LISA ~
“Ah, não, mais desafios não”, disse Lisa, como se Mytria estivesse falando para ela. Bem, talvez todos eles estivessem falando para ela. Isto é, sua mãe, Mytria e Jaqual. Lisa fechou o diário, o colocou numa mesa ao lado e levantou da cadeira. Ela foi para a cozinha tentando decidir se tomava vinho, café ou chá.

Principalmente, ela precisava se afastar daquele livro, das divagações insanas de sua mãe com seres desconhecidos e, sobretudo, ela precisava se afastar da sensação de que as pessoas no diário pareciam muito reais e até familiares.

“Não, este não é um pensamento aceitável”, ela disse ao fechar o armário após pegar um novo copo de vinho. Lisa tinha que admitir que queria vinho, apesar de ainda ser antes do amanhecer.

“Não é hora de pensar sobre isso”, ela disse enquanto servia o vinho. “Estou sozinha aqui e não tem ninguém para me julgar. Se quero esse vinho, vou tomá-lo”, Lisa declarou para si mesma em voz alta, enquanto voltava ao diário.




Tradução: Blog SINTESE http://blogsintese.blogspot.com.br

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

O DIÁRIO – PARTE 4 – POR UMA COM MUITOS NOMES

Por Suzanne Lie PhD
Em 04 de agosto de 2015



IV
~ O DIÁRIO ~
Encontrando Jaqual

~ DIÁRIO DE BEVERLY ~
20 de abril de 1997
Querido Diário,
Antes de continuar com este diário, eu desejo falar um pouco sobre como esse processo tem me alterado tanto. Como você pode ver das mensagens datadas, eu comecei a receber essas mensagens muitos anos atrás. Entretanto, eu as guardei nas profundezas de meu computador e as mantive como um segredo, até para mim.

Quando comecei o processo de pegar essas mensagens de seus muitos lugares ocultos, algo começou a se alterar dentro de mim. Eu tive que manter essas comunicações longe de meu marido, que infelizmente eu ainda amo e de minha filha a quem sempre amarei. Ambos me abandonaram, ou eu os afastei?

Quando li essas mensagens foi como se fosse a primeira vez que eu as visse. Como pude me esquecer de algo tão importante como as mensagens de um mundo superior? Na verdade, a pergunta é: como pude me esquecer de mim? Agora vejo que essas mensagens são como a força vital para mim, mas eu as ocultei pela aprovação de um marido e uma filha que me deixaram por uma vida melhor.

Agora eu percebo como tenho me sentido sozinha desde que fiz a escolha de esconder meu verdadeiro EU na esperança de manter o amor de outro. Talvez tenha sido o meu próprio conflito interno que manchou meu amor pela minha família. Alguma coisa manchou, pois eles me deixaram. Eles me deixaram sozinha com ninguém e com nada a fazer. Consegui manter a casa e a herança de meus pais fora do divórcio, e assim não preciso trabalhar.

Mas eu precisava trabalhar ou lentamente definhar a solidão. Então encontrei colocações em hospitais, casas de recuperação e escolas de enfermagem. Talvez eles aceitassem meu amor, o que eles fizeram. Mas eles não retornavam. Não era apropriado. Eu não era um parente, mas uma substituta daqueles que os abandonaram.

Eu continuei assim por vários anos até que finalmente fui até essas mensagens antigas numa tentativa desesperada de encontrar significado em minha vida. Fiquei mais do que surpresa ao descobrir o amor. Não era amor pessoal, condicional que era baseado no que eu poderia fazer por eles. Não, era amor transpessoal, incondicional baseado no que eles poderiam fazer por mim.

Ao reler as mensagens de Mytria, eu senti um tremendo amor desinteressado e compartilhado que me senti envergonhada. Percebi que eu nunca tinha dado esse tipo de amor a ninguém. Nem para meu marido, nem para minha filha ou até para os muito idosos e muito jovens que eu pensava estar ajudando. A realidade era que eu queria que eles me ajudassem.

Eu estava tão ocupada procurando amor fora de mim que não percebia que o tempo todo eu estava recebendo amor maravilhoso de dentro do meu próprio eu. Na verdade, enquanto escrevo estas palavras, sinto as lágrimas rolando por meu rosto, mas não são lágrimas de tristeza. São lágrimas de alegria e gratidão porque após uma vida toda descobri que NÃO estou sozinha.

Minha tristeza está no fato de que este mundo interior sempre esteve comigo, mas eu nunca o reconheci. Eu acho que era porque eu não me reconhecia.

~ LISA ~
Quando Lisa leu este último comentário de sua mãe, ela também sentiu lágrimas em seus olhos. Ela também percebeu que parecia melhor chorar por alguém por uma mudança do que por sua própria autopiedade. Na verdade, Lisa sentiu falta de seus filhos pela primeira vez, lá no canto de seu coração, ela sentiu falta de seu marido.

“Já chega para mim”, ela disse enquanto pegava um lenço de papel. “Eu quero descobrir mais sobre essa pessoa Jaqual que supostamente é uma versão superior de meu pai.”

Secando seus olhos, ela voltou sua atenção para o Diário.

~ DIÁRIO DE BEVERLY ~
28 de abril de 1997
Saudações, eu sou de Antares. Nós estamos na constelação de Escorpião servindo como defensores deste quadrante. Eu, Capitão Jaqual, falo com você da linha temporal dos meus dias de guerra. Os campos de energia de nosso mundo lar no sistema estelar de Escorpião são similares aos campos de energia no planeta Plutão do seu Sistema Estelar.

Você ouviu o nosso chamado hoje porque é hora de você ficar consciente de minha realidade. Sua realidade tem sido muito diferente da minha. Eu sou um guerreiro aqui, mas me aposentei do dever ativo. Recentemente eu entrei no Templo onde posso focalizar minha atenção em minha vida interior.

Minha vida existe em uma linha temporal diferente da sua e eu ressoo em uma área do espaço inteiramente diferente. Pela maior parte de minha vida, eu estava ocupado demais lutando contra “o inimigo” para olhar profundamente dentro de mim. Eu fui um guerreiro por cinquenta dos seus anos terrenos. Isso parece um longo tempo para você, mas nós, os Antarianos, temos vidas muito mais longas. Normalmente vivemos de 150 a 200 dos seus anos terrenos.

Em Antares nós normalmente somos pentadimensionais, mas os guerreiros e os pais ressoam à terceira dimensão quando “trabalhando” e vão para casa na quarta dimensão. Os pais trazem sua vida nova das dimensões superiores para começar seu “tempo em forma” na terceira dimensão.

Nós operamos desta forma para que nossos filhos estejam fortemente enraizados numa forma física para serem capazes de procriar e serem os protetores do nosso quadrante no espaço. É similar ao seu salmão, que deixa sua água salgada natural para reproduzir na água doce. Antares é um centro para o despertar multidimensional.

Nós mantemos nossa realidade tridimensional viva e ativa, apesar de podermos elevar nossa frequência acima dela. A razão de fazermos isso é porque nós colonizamos essa área para assistir na proteção dos que estão ao nosso redor e também seu mundo dos Draconianos de Órion. O que os Draconianos dominam com sua tecnologia nós dominamos com nossas mentes.

Visto que servimos como protetores, pelo menos até o final do seu Grande Ciclo, nós temos uma forte classe guerreira. Os líderes de nossas sociedades e também a maioria dos cidadãos ressoam à quarta e à quinta dimensão. Praticamente todos nós, masculino e feminino, passamos o mínimo de trinta anos em serviço como guerreiro. Eu passei cinquenta anos como guerreiro, o que é comum somente para os oficiais. As mulheres são treinadas junto com os homens e são totalmente iguais em todas as ações militares.

Por outro lado, os homens não são totalmente iguais no departamento de concepção e guarda das crianças. Só se torna um pai ou mãe após seu serviço como “protetor” estiver cumprido. Nós, guerreiros, usamos a palavra “protetor” ao invés de “soldado”. Nós não lutamos porque nos dizem para lutar ou porque queremos obter poder e conquistas. Nós lutamos somente para proteger nosso povo e todas as nossas formas de vida.

Nem todas as pessoas em Antares se tornam pais. Na verdade, menos de 10% realmente casam e dão à luz. Entretanto, praticamente todos estão ativamente envolvidos na criação dos pequenos. As pessoas precisam passar por uma iniciação maior para se tornar pai, bem como em Arcturos. Entretanto, nós não escolhemos os pais pela cor da aura, como fazem em Arcturos, mas pela iniciação.

A iniciação para ser pai leva três anos. Precisa-se ser um mestre em consciência multidimensional antes de poder ser pai. Esta mestria é mais bem descrita por dizer que um mestre pode expandir sua vibração da terceira até a sétima dimensão da Superalma. E também, é preciso abrir o canal para conscientemente estar ciente de todas essas dimensões de uma vez só.

Essa expansão de consciência e ciência é uma grande proeza e a razão de somente 10% de nossas pessoas serem pais. Para se tornarem pais, duas Almas harmoniosamente compatíveis elevam sua vibração para a Superalma e convidam uma centelha de vida para entrar em nosso mundo antariano. Eles então “encaminham” essa centelha por cada dimensão e “plantam-na” na forma feminina tridimensional.

O Templo em que logo entrarei é um que nos ensina a sermos pais. Eu sinto que, visto que tive tantas vidas, que o meu melhor serviço agora é trazer uma nova vida. Os casais normalmente só tem um filho. São três anos de preparação (somente 30% que entram na iniciação a completam) e então outros três anos para “encaminhar” a Alma para a terceira dimensão.

Então, por mais três anos, os pais se dedicam completamente à criação do filho. No final desse ciclo de três anos a criança se torna um adulto e se une à sociedade. Ela normalmente estuda por cerca de trinta anos e então entra no exército. Como você pode ver, a maioria dos pais tem cerca de sessenta anos de idade antes de serem capazes de começar o processo de preparação para ser pai.

Entretanto, visto que todos os pais dominaram a consciência multidimensional, normalmente eles vivem até pelo menos os trezentos anos de idade. Alguns vivem até os quatrocentos. Os últimos cem anos de suas vidas normalmente são passados ajudando outros se tornarem multidimensionais. Uma vez multidimensional, a “morte” é apenas uma mudança de oitavas.

Claro, há outros que morrem en batalha, mas isso lhes dá um impulso para pelo menos a sexta dimensão. Suas vidas são mais curtas, mas sua jornada para a sétima dimensão é mais fácil. Em nosso mundo, todos os processos de individualização, ou vidas individuais como você diria, se originam na Superalma heptadimensional.

Nossos pais nos pedem para sairmos da Superalma quando somos “centelhas de luz”. Então precisamos retornar à Superalma antes de podemos novamente assumir outra encarnação em Antares ou no mundo arcturiano ou Nave. As realidades arcturianas e antarianas são ambas multidimensionais em natureza.

Ambos nos focamos em assistir as pessoas, planetas e sistemas estelares no acolhimento de sua essência multidimensional para ascender de volta ao EU Superalma. Aqueles que acham esse processo de elevar sua vibração de volta à sétima dimensão muito difícil, normalmente encarnam em outros planetas e sistemas estelares. Eles podem também escolher uma versão de realidade diferente para uma variação de experiência.

(Nota de Beverly: praticamente três meses se passaram antes de nossa comunicação seguinte. Não consigo me lembrar de por que eu fiquei afastada. Em 1997 eu duvidei de mim e me perguntei se eu estava meio louca.)

01 de julho de 1997
“Querido Capitão Jaqual”, Beverly escreve em seu diário. “Eu sou Beverly. Não me conecto com você já faz um tempo, mas adoraria me conectar agora. Estive sentindo você hoje enquanto estava fazendo exercícios. Ouvi que você poderia me ajudar a ser uma guerreira.”

“Após ler sua última mensagem, eu percebo que você pode me assistir imensamente no meu processo de me tornar multidimensional. Não creio que haja qualquer Templo na Terra para me ensinar essas coisas. Talvez você pudesse compartilhar comigo o que está aprendendo em sua experiência no templo.”

“Queridíssima Beverly”, Beverly canaliza a resposta de Jaqual. “Com certeza posso assisti-la com a mestria de seus hábitos físicos e programação. A capacidade de verdadeiramente ser multidimensional é o que permite você obter a mestria de suas questões e desafios tridimensionais. Posso também assisti-la na elevação acima do seu medo.”

“Quando alguém é capaz de elevar sua vibração para uma dimensão acima de seu medo, ele começou seu treinamento de mestria. Isso é parte da razão por que meu povo escolheu ser guerreiro. Um guerreiro precisa aprender a enfrentar o medo dentro dele. Assim que esse medo é confrontado e conquistado, então ele pode se elevar para seu eu vibracionalmente superior.”

~ LISA ~
As últimas palavras de Jaqual sobre um guerreiro enfrentar o medo dentro dele atingiu Lisa como um balde de água fria. De repente Lisa percebeu que toda tristeza e irritação na verdade era medo. Mas, o que ela tinha para temer? Bem, começa com seu marido deixá-la por outra mulher, como seu pai deixou sua mãe por outra mulher.

Bem, isso era bem redundante e muito assustador. Então, e seus filhos? Seu marido ficaria com as crianças e ela estaria sozinha como sua mãe? Ela teria que desesperadamente escrever cartas imaginárias para um homem em um planeta diferente em um sistema estelar diferente? Falar sobre um relacionamento a longa distância!

E se seus filhos a abandonassem como ela abandonou sua mãe? Não, esse claramente seria o pior cenário. Mas, ela já falou com seus filhos desde que “fugiu de casa”? Como ela pôde estar tão irritada ou triste ou talvez até assustada para tratar seus filhos dessa maneira?

Claro, ela recobrou seu juízo no meio da noite, então ela não podia ligar para ninguém. O que estava errado com ela? Como ela podia ser tão egoísta? Como podia estar tão assustada? Talvez esse Jaqual pudesse ajudá-la.

~ DIÁRIO DE BEVERLY ~
23 de julho de 1997
“Querido Jaqual”, Beverly escreve em seu diário, “Eu sou Beverly e retornei para saber mais com você. Senti seu chamado pelos dois últimos dias, mas o evitei porque estava com medo que fosse falar sobre meu enfrentamento do medo. Eu sempre tive um problema com encarar meu medo. Agora estou pronta para liberar totalmente esse ‘problema’ e viver na minha coragem”.

~ LISA ~
“Isso está ficando assustador”, Lisa comentou consigo mesma. “Eu não vi o que mamãe escreveu em seguida, eu estava muito enrolada comigo mesma. Como pode ser? Como essas mensagens esquisitas podem parecer endereçadas a mim? Será que estou alucinada? Não, não! Não entro nessa agora. É apenas algum tipo de coincidência. Só isso!” Ela sussurrou enquanto continuava a ler o Diário.

~ DIÁRIO DE BEVERLY ~
“Querida Beverly”, Jaqual escreveu no diário, “fico feliz em saber que agora você está preparada para SER a guerreira que você sempre foi. Você estava com medo porque foi assustada quando muito pequena e não foi capaz de comunicar esse medo para ninguém ou de pedir proteção e conforto. Esse medo manteve um poder em seu inconsciente pela maior parte de sua vida.”

“Como agora você pode entender, tudo que aconteceu fazia parte de seu Plano Divino para despertar para a lembrança de seu EU Superior. Se tivesse recebido o conforto de que precisava em seu mundo físico, você poderia não ter descido fundo em seu inconsciente e elevado o suficiente para o seu EU Superior para encontrar a proteção e o conforto de que precisava.”

“Agora nesses capítulos finais de sua aventura de assumir encarnações terrenas, você precisa limpar de seu inconsciente o medo desnecessário. Nós dizemos ‘desnecessário’ porque nós não queremos que você apague todo o medo. O medo em si não é seu inimigo. O medo somente se torna seu inimigo quando as mensagens que ele lhe dá, após o propósito ter sido cumprido, permanecem.”

~ LISA ~
“Agora teve outra mensagem direto para mim”, Lisa zombou. “Talvez eu devesse ser uma menina grande e apenas ouvir ao que o papai Jaqual tem para dizer.”

Lisa estava pronta para se observar? Não, ela evitou esse pensamento e retornou à leitura do Diário.



Tradução: Blog SINTESE http://blogsintese.blogspot.com.br

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

O DIÁRIO – PARTE 3 – POR UMA COM MUITOS NOMES

Por Suzanne Lie PhD
Em 30 de julho de 2015



Parte 3 de O DIÁRIO
Lembrando o Sonho

~ DIÁRIO DE BEVERLY ~
26 de janeiro de 1996
“Querida Mytria”, Beverly escreveu. “Eu gostaria de uma palavra rápida de você a respeito da minha pesquisa sobre OVNIS. Eu gastei muito tempo tentando encontrar alguma informação e tudo que encontrei foi informação sobre os Zetas.”

“Querida Beverly”, Mytria respondeu escrevendo no diário.
Realmente há poucos humanos que podem dar o salto de se comunicar conosco desta maneira. Fazer alguma coisa sozinho sem o apoio de outros para validar sua experiência não é algo que muitas pessoas são valentes o suficiente para fazer.

Entretanto, você tem se sentido sozinha dentro de si mesma sua vida inteira. Você sempre guardou segredos porque você aprendeu que não era seguro compartilhar o que você sabia dentro de você. Agora você está ficando forte o suficiente para começar a compartilhar seu conhecimento. Entretanto, há certa quantidade de autopreparação que precisa acontecer antes que você possa sair em “público” com sua informação.

Quando você estiver preparada para estar totalmente aberta com o que você sabe, você encontrará outros que estão fazendo a mesma coisa. Nós Pleiadianos estamos nos comunicando com algumas poucas pessoas. Entretanto, passará um tempo ainda até você poder falar entre vocês pela sua Internet. As pessoas ainda precisam de certa quantidade de prova para validar suas experiências. Não fique preocupada. Nós estamos aqui com você.

~ LISA ~
Para sua surpresa, Lisa continuou lendo. Havia alguma coisa com essa pessoa Mytria que era boa, parecia familiar. Entretanto, ela não poderia contar isso para ninguém. Iriam pensar que ela estava louca. Lisa continuou lendo. Na verdade, ela nem se levantou para pegar mais café.

~ DIÁRIO DE BEVERLY ~
10 de março de 1996
Querida Mytria, escreveu Beverly. Hoje você tem uma mensagem para mim?

Queridíssima Beverly,
Estou contente por ver que você está atingindo a paz com suas experiências tri e tetradimensionais. Perdoar o outro e você mesma, de fato, é a chave, pois o perdão é o campo de energia que permite você liberar aquilo que chegou ao fim. Seus sentimentos de solidão e competição fazem parte desse processo de transmutação.

Primeiro você tinha que sentir e liberar a tristeza de eras. Essa tristeza é uma ilusão porque era baseada na separação. A separação é a ilusão máxima. Agora você não está nem nunca esteve separada das muitas versões do seu EU Superior. Sinta essa unidade divina e a veja brilhando através da névoa que está clareando.

~ LISA ~
“Espera aí. O meu sonho! Agora me lembro do sonho. Eu estava totalmente sozinha, mas o Sol estava brilhando através da névoa e era tão gostoso. NÃO, Lisa, NÃO! Você somente está precisando dormir. Não comece acreditar nessa bobagem.” – disse Lisa para si mesma. Entretanto, ela não parecia ficar tão irritada quanto antes. O que está acontecendo? Ela precisava ir para casa, para sua vida “normal”. Mas ela não se levantou ou foi embora. Ela ficou em sua “cadeira da lição de casa” na casa de sua mãe e continuou a ler.

~ DIÁRIO DE BEVERLY ~
Sinta o carinho da Verdade da Unidade com o TUDO QUE É, continuou Mytria. Saiba que agora você é UMA com seu eu divino. Você é os dedos da mão que está conectada ao coração, mente e espírito do Criador.

Eu, Mytria, sou você numa vibração mais alta. Eu sou uma de suas realidades alternativas e eu recebo seu conhecimento no meu mundo. Meu verdadeiro relacionamento com você é um conceito difícil para sua mente tridimensional entender. Apenas ouça. Eu sou você, mas eu sou também mais que você. Entretanto, você também é mais que eu.

Eu não sou melhor que você só porque eu vibro em uma frequência mais alta. É apenas que de minha perspectiva mais alta eu sou capaz de ver tudo de você. Por outro lado, você somente pode ver partes de você na sua dimensão. Portanto, eu posso servir você.

Da minha perspectiva eu posso ver você em muitas realidades tridimensionais. Eu sou particularmente atraída para as vidas em que você serviu a Deusa, pois era muito harmônica com o nosso propósito nessa realidade. Ficarei feliz por assisti-la na sua comunicação sobre o redespertar da Deusa em seu planeta.

Entretanto, voltando à minha visão de você, além de ver suas muitas vidas tri e tetradimensionais, eu posso ver as vidas em que você escolheu encarnar em outros planetas e nas vibrações mais altas. Você tem conseguido sentir as ligações com certos planetas tais como Vênus, Arcturos, Antares, Sirius, e aqui em Alcyone. Posso ver um bom sistema nervoso de luz que está crescendo cada vez que você se abre para comunicações com essas partes de você.

Realmente há outras encarnações galácticas além das que eu mencionei, mas você tem se concentrado naquelas que você tem atração mais forte e lembrança mais clara. Permita sua memória ser despertada enquanto você visualiza seu sistema nervoso cheio de luz. Sinta-se indo além do tempo e espaço. Lembre-se de suas outras realidades como você se lembra do que comeu no café da manhã.

Você se lembra de quando deixou Arcturos para iniciar sua aventura de encarnação nas vibrações mais baixas? Primeiro você foi para Vênus para experimentar esta galáxia e se preparar para sua encarnação na Terra. Quando você ouviu “o chamado”, você veio para o planeta Terra e começou suas muitas encarnações tridimensionais.

Como sua primeira encarnação, você foi feminina que eventualmente se tornou uma Sacerdotisa Atlante. Após a queda de Atlântida, você ficou na Terra das Fadas na quarta dimensão até sua próxima encarnação nos primórdios da Inglaterra. Nessa realidade, você era meio fada e meio humana. Escreva essa história, Lisa. Vai ajudá-la a clarear sua mente e abrir seu coração.

~ LISA ~
“Espere, diz aí Lisa? Deve ser um erro de digitação”, - a zombou Lisa. “Mamãe sempre cometeu muitos erros datilográficos. Exceto que agora não há muitos. Tenho certeza de que imaginei isso.” Entretanto, Lisa não voltou para verificar o texto. Ela queria que fosse para ela?

~ DIÁRIO DE BEVERLY ~
Após cada vida de grande realização espiritual, Mytria continuou, você foi capaz de elevar sua vibração o suficiente para encarnar em planos mais altos de realidade. Você retornou muitas vezes para Vênus para descansar e relaxar. De Vênus você frequentemente retornava para Arcturos.

Lembre-se dessas jornadas, pois essa lembrança reforçará mais seu plexo de luz. As lembranças de Vênus e Arcturos são as mais fortes em sua mente porque elas têm a maior vibração de amor. Como você já se lembrou, após cada uma de suas vidas espirituais você foi capaz de assumir uma realidade alternativa, que realmente era de seu passado e também de seu futuro.

Você simplesmente terá que aceitar esta declaração porque é muito difícil para você entender neste momento na Terra. Todas essas realidades extraterrestres foram criadas antes de suas vidas terrenas e também criadas depois delas. Isso é tudo para “agora”. Terei prazer em comunicar mais. Lembre-se de me chamar antes de ir dormir e então anote seus sonhos assim que você acordar.
Mytria

~ LISA ~
“Lembre-se de lembrar seus sonhos”, ficou rodopiando na mente de Lisa. Mas ela afastou. Chega desta leitura e mentiras; talvez fosse hora de chamar a polícia? Entretanto, a próxima postagem de Mytria pegou seu olho, então ela decidiu ler apenas mais um pouquinho.

~ DIÁRIO DE BEVERLY ~
11 de março de 1996
Querida Mytria,
Eu tive um sonho esta noite com um formato familiar que vim a chamar de “Sonhos do Templo”. Nesses sonhos eu me percebo como voando para uma área nebulosa e etérea. No começo só consigo ver o que parece ser névoa, mas então eu pareço alterar meu curso e lentamente voo para baixo, para outra área nebulosa, que brilha com uma luz cintilante.

Gradualmente eu me adapto a uma visão em que eu estou com um grupo de pessoas. Elas estão sentadas sob um grande domo que é mantido com pilares enormes. Todos nós nos sentamos em silêncio enquanto ouvimos um ser magnífico que parece muito com o meu amigo nuvem de minha infância. Entretanto, o ser nuvem nem sempre tem a mesma sensação para mim, então creio que seres superiores diferentes falam em ocasiões diferentes.

Após o ser nuvem concluir seu discurso, um ser que eu chamo de meu “guia” aparece do nada e acena para eu segui-lo. Meu guia, que sempre parece o mesmo ser, também é uma presença nebulosa com luz cintilante. Meu guia me transporta para um local desconhecido onde eu tenho uma experiência, que eu chamo de “o sonho”.

~ LISA ~
“Espera um pouco”, Lisa diz com surpresa. “Creio que tive um sonho assim! Não, não, Lisa”, ela diz para si mesma. “Chega desse Diário. Estou ficando tão doida quanto minha mãe. Foi excesso de isolamento. Eu realmente preciso telefonar para a polícia”. Mas Lisa não ligou para a polícia. Ela não afastou o diário, como já tinha feito muitas vezes. Ela queria saber mais sobre esse sonho, então continuou lendo.

~ DIÁRIO DE BEVERLY ~
“No ‘sonho’ havia três grupos que estavam fazendo algum tipo de competição”, Beverly escreveu no diário. “Para a minha surpresa, eu era o líder de um grupo e, ainda mais chocante, meu ex-marido, David, era o líder de outro grupo. Nós estávamos num anfiteatro e cada grupo dava a volta em um grande círculo dentro de um período de tempo de 28 segundos. Um terceiro grupo já tinha terminado sua corrida, mas isso é tudo de que lembro sobre esse grupo. Por alguma razão esse sonho pareceu importante. Querida Mytria, pode me assistir na compreensão do que significava?

Minha querida Beverly, Mytria escreveu, eu fico feliz em assisti-la na compreensão de seu sonho. Os 28 segundos reduzidos ao número 10 em numerologia, que reduz mais para o número 1. A numerologia é uma parte de seu conhecimento, não é? O número 1 representa um novo começo.

Os três grupos são três ondas de evolução. O primeiro grupo não concluiu o ciclo no tempo que lhe fora atribuído. Portanto, eles tiveram que voltar para os seus lugares, ou corpos físicos. Em outras palavras, eles não concluíram sua corrida.

Todos dos dois grupos que restaram estavam muito animados pela sua oportunidade de “ganhar a corrida”, mas os membros mais antigos e sábios do grupo sabiam que os inícios exigem muita paciência e consciência calma para realizá-los totalmente. Você também sabia que a jornada não estava terminando, mas apenas começando.

David, seu ex-marido representava a parte masculina do seu EU dimensionalmente superior e você estava na forma de mim, Mytria. Tal como eu, Mytria, sou das Plêiades, David é do planeta Antares e atualmente chama-se Jaqual.

Os Anciões na frente do anfiteatro eram da Federação dos Planetas. Você parece ter esquecido essa parte do sonho, mas quando você levantou para fazer seu ciclo/corrida, você lembrou que o Amor é a chave para completar com sucesso o ciclo.

~ LISA ~
Agora bastava para Lisa. O pensamento que seu pai, que ela não via há tempos, de alguma forma participando de uma corrida com sua mãe, era demais para suportar. Além disso, o que é Antares? Ela não estava preparada para telefonar para a polícia, mas quando ela leu essa parte da mensagem ela começou a chorar.

Fechar o diário com força não a fez parar de chorar. Na verdade, ela chorou mais ainda e alto. Ela estava sozinha e ninguém podia ouvi-la, então por que finalmente não chorar muito? Quando ela precisou de lenço, os únicos que ela conseguiu lembrar estavam na cama de sua mãe. Ela foi até o quarto e dirigiu-se para a mesa de cabeceira para pegar o lenço e começou a chorar quase que histericamente.

Quando não podia mais chorar, ela deitou na cama da mãe, tal como ela adorava fazer quando era criança. Apesar de sua mãe ter partido sabe-se lá há quanto tempo, ela ainda podia sentir o cheiro de sua mãe quando puxou a colcha para se deitar. Os soluços se acalmaram, tal como sempre se acalmavam quando ela ia pedir conforto para sua mãe.

“O que aconteceu conosco? Sempre fomos tão próximas!” foi o último pensamento quando ela caiu num sono muito profundo. Na verdade, foi o melhor sono que ela tivera em meses. Imediatamente antes de acordar de seu tão necessário sono, ela teve um sonho em que Mytria dizia à sua mãe:

“Agora vou lhe dizer o que realmente aconteceu ontem à noite. Você Beverly, que é uma frequência mais baixa de mim, Mytria, e David, que é uma frequência mais baixa de Jaqual, estavam numa reunião da Federação. Beverly/Eu e David/Jaqual conversavam sobre o processo de ascensão do seu planeta e sobre como os despertos da Terra poderiam assistir.”

“A primeira sugestão foi gerar excitação para sacudir os adormecidos e conscientizá-los. Entretanto, nós decidimos que a excitação provaria ser uma distração excessiva do processo de despertar, e nós não tínhamos o ‘tempo’ para arriscar essa distração.”

“A segunda ideia/corrida era fazer uma aterrissagem em massa de nossas naves. Entretanto, era muito cedo para essa ideia, pois a humanidade ainda sustentava a lavagem cerebral de que ‘os ETs são maus’. Então nós decidimos que aqueles que estavam despertos e cientes por uma parte de seu tempo terreno seriam bons líderes se eles pudessem compartilhar seu processo. Na verdade, compartilhar seu processo seria um bom modelo para os outros.”

“A terceira foi a nossa melhor ideia em que todos poderiam perceber que a ascensão exige paciência estável, amor incondicional e grande coragem. Entretanto, não há humanos suficientes que possuem e podem manter ‘paciência estável, amor incondicional e grande coragem’.”

“Finalmente decidimos que nós, os membros de sua família galáctica, precisaríamos nos bilocar nos corpos dos humanos já encarnados que mostravam alguma capacidade de manter as três qualidades de paciência, amor e coragem.”

“Bilocação significa que ainda estamos em nosso eu galáctico e em nossa consciência multidimensional, mas nós também compartilhamos nossa essência com um humano que está disposto a aceitar nossa presença. Portanto, eu biloquei em você, Beverly, e Jaqual bilocou no seu marido David.”

Lisa acordou com a mensagem de Mytria em sua mente. Antes que pudesse retornar ao seu eu cético, ela automaticamente pegou o bloco e a caneta que sua mãe sempre mantinha na cama e anotou.

“A terceira foi a nossa melhor ideia em que todos poderiam perceber que a ascensão exige paciência estável, amor incondicional e grande coragem. Entretanto, não há humanos suficientes que possuem e podem manter ‘paciência estável, amor incondicional e grande coragem’.”

“Finalmente decidimos que nós, os membros de sua família galáctica, precisaríamos nos bilocar nos corpos dos humanos já encarnados que mostravam alguma capacidade de manter as três qualidades de paciência, amor e coragem.”

“Bilocação significa que ainda estamos em nosso eu galáctico e em nossa consciência multidimensional, mas nós também compartilhamos nossa essência com um humano que está disposto a aceitar nossa presença. Portanto, eu biloquei em você, Beverly, e Jaqual bilocou no seu marido David.”

Muito zonza para perceber o que fizera, ela caiu no sono de novo e dormiu até estar escuro.

Ela acordou assustada por encontrar a casa completamente escura. Ela se virou para acender a luz e percebeu o bloco e a caneta. “Ah”, disse ela. “Mais coisa esquisita escrita pela minha mãe.” Ela não percebeu que era a letra dela, pois precisava urgentemente ir ao banheiro.

Ela estava sozinha no meio da noite e se sentia um pouco assustada, então percorreu a casa acendendo as luzes. Então foi até a despensa e encontrou sopa enlatada e um pacote fechado de biscoitos. Enquanto a sopa esquentava, ela colocou um copo de água e os biscoitos na pequena mesa da cozinha.

Quando a sopa estava pronta, ela a pôs numa tigela e sentou numa cadeira na mesma mesa que sempre esteve ali sua vida inteira. Após tomar a sopa e comer os biscoitos, ela percebeu que escolhera sua tigela e copo favoritos e sentara do seu “lado” da mesa.

“Por que mamãe manteve todas essas coisas?” ela disse alto. Ela começou a sentir a irritação familiar surgir dentro dela quando ouviu: “Porque eu amo você”.

“Não, NÃO, não foi a voz da minha mãe que eu ouvi!” gritou Lisa. Mas parecia a voz de sua mãe e Lisa começou a perceber quanta falta ela sentia de sua mãe.

Deixando a louça suja na mesa, ela voltou para sua cadeira da lição de casa para continuar a leitura. Quando ela leu os três últimos parágrafos ela percebeu que já os tinha lido antes.

“Não estou preparada para ler isso agora”, ela disse quando encontrou o remoto da TV e procurou um filme antigo para se distrair. Quando a luz do amanhecer entrou na sala, ela acordou. Todas as luzes estavam acesas, então ela começou a apagá-las.

Quando chegou ao quarto da mãe, ela decidiu arrumar a cama e viu o bloco perto da luz. “Ei, foi isso que acabei de ler.” Ela não percebeu que era a sua letra até terminar de arrumar a cama e deixar cair o bloco no chão. Quando ela o pegou, finalmente estava preparada para ver que era sua letra.

Ela correu para o livro para ver que a mensagem que ela anotara era exatamente a mesma mensagem do livro que foi escrita em 1996. Chocada demais para pensar, ela colocou o bloco na gaveta da mesa de cabeceira de sua mãe.

“Agora estou começando a ter alucinações. Excesso de leitura desse diário, meu corpo está duro de ficar sentada nessa cadeira. Preciso dar uma andada”, ela exclamou.

Lisa tentou escapar do fato de que ela escrevera exatamente o que sua mãe escrevera muito tempo atrás. Ela devia ter lido aqueles parágrafos antes, ela disse a si mesma. “Mas como pude reproduzir exatamente todas as palavras?” ela resmungou ao começar a correr.

Quando ela voltou para casa (ela estava chamando de sua casa?) e tomou um banho, ela se esqueceu do incidente dos “três parágrafos”. Ela finalmente fez algumas ligações para sua amiga e para seu marido, sabendo que elas iriam para a caixa postal naquele horário. Então foi à mercearia para comprar comida decente. Ela se preparou um bom jantar e abriu outra garrafa de vinho. Ela estava bebendo demais ultimamente? Ela decidiu NÃO se fazer essa pergunta.

Quando ela abriu o diário para ler enquanto comia, ela convenientemente abriu no capítulo seguinte, em que ela conheceu Jaqual. Ela sabia em seu interior, mas conscientemente havia se esquecido, que Mytria era sua mãe e Jaqual era seu pai. Ela ainda não conseguia trazer seu pai para o quadro, ou ela poderia se posicionar completamente.

Portanto, ela inconscientemente decidiu esquecer sobre a identidade superior de seus pais por zombar da ideia inteira de outras realidades. Ela estava mais do que ocupada tentando descobrir como continuar em apenas uma realidade física e não parecia estar indo tão bem nisso. Então, o relacionamento de seus pais com Mytria e Jaqual foi convenientemente esquecido.




Tradução: Blog SINTESE http://blogsintese.blogspot.com.br